Vice de futebol do Inter exalta participação dos sócios: "Está sustentando o clube"

Vice de futebol do Inter exalta participação dos sócios: "Está sustentando o clube"

Alessandro Barcellos também relatou que acordo com atletas permitirá ao Inter manter integralmente o salário de 40% do quadro de funcionários

Por
Correio do Povo

Barcellos salienta que o futebol "não é uma ilha" e está vivendo os impactos econômicos da Covid-19 mais do que outras áreas


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O vice-presidente de futebol do Inter, Alessandro Barcellos, em entrevista ao programa "Repórter Esportivo", da Rádio Guaíba, nesta quinta-feira, salientou a importância da receita colhida nos pagamento das mensalidades dos sócios. "Com o tempo passando, com as receitas de televisão e de patrocínio reduzindo, a receita dos sócios tem sido um impulso. Esta é uma fonte de renda que vem tendo oscilação, mas está sustentando o clube neste momento, é importante que o torcedor saiba, o quão fundamental o sócio está sendo nessa época", apontou Barcellos. 

De acordo com o dirigente, com o acordo de redução salarial com os jogadores, acertado na última quarta-feira, o Inter conseguirá, no mínimo nos próximos 90 dias, manter integralmente o salário de 40% dos seus funcionários, que tem sua base salarial nos pisos 1 e 2. "Há uma percepção dos atletas do momento, há um envolvimento deles, e estamos nos reunindo permanentemente com o grupo e atualizando o cenário com eles", explicou. "Dado esse movimento construído entre atletas e direção, conseguiremos preservar, sem alteração, os menores salários, mantendo 40% dos nossos funcionários sem alteração salarial", salientou.


Segundo Barcellos, o acordo ocorreu a partir do marco legal da medida provisória 936. Com isso, o clube irá diminuir a carga horária, e também os salários, em 25%, do quadro de funcionários. No entanto, assegurou que os profissionais que possuem menores salários terão os pagamentos mantidos na sua integralidade. Sobre o retorno do futebol, Barcellos salienta que o futebol "não é uma ilha" e está vivendo os impactos econômicos da Covid-19 mais do que outras áreas. "Entramos no cenário mais pessimista, já passamos os 60 dias de paralisação e isso teria, sem dúvida, um impacto maior não fosse a construção realizada na noite de quarta-feira", finalizou.