Rodrigo Villagra, terceiro e mais recente reforço anunciado pelo Inter para a temporada, já se coloca à disposição do técnico Paulo Pezzolano e não descarta a possibilidade de estrear no clássico Gre-Nal deste domingo, no Beira-Rio. Apresentado oficialmente nesta quinta-feira, o volante afirmou estar em plenas condições físicas e pronto para atuar, caso seja escolhido pela comissão técnica. O argentino herdou a camisa 5 e já iniciou os trabalhos com o grupo colorado.
“Estou apto e disponível para jogar. Estou à disposição do técnico e bem para jogar”, afirmou. Segundo ele, a decisão de aceitar a proposta do clube gaúcho foi imediata. “Quando apareceu a oportunidade no Inter, não pensei em nenhum segundo. Ainda bem que deu certo e eu estou aqui”, disse o argentino, que esteve no Beira-Rio e acompanhou a vitória sobre o Inter-SM por 2 a 0, pela quarta rodada do Gauchão.
O volante destacou o tamanho do clube e o projeto apresentado como fatores determinantes para a escolha. “O Inter é um clube grande. Me oferece coisas grandes. Estou feliz”, ressaltou, que se mostrou ser um homem de escassas palavras. Villagra também revelou que a conversa inicial com Paulo Pezzolano foi decisiva. “Falei com o Paulo. Ele me motivou muito, pelo conceito dele e pela vontade que demonstrou de fazer algo bom para o clube. Estou aqui há poucos dias e fui muito bem recebido”, contou.
Apesar de já ter atuado em outras funções ao longo da carreira, Villagra deixou claro onde se sente mais confortável. “Joguei quase sempre na minha curta carreira como 5. Me sinto muito mais cômodo nessa posição.”
Com passagens recentes por CSKA Moscou e River Plate, além de Talleres e Rosario Central, o volante tratou de colocar o passado em segundo plano e reforçou o foco total no novo desafio. “Estive pouco tempo no CSKA e no River, mas isso já passou. Minha cabeça está no Inter”, garantiu o jogador, que continua: “O Inter é um clube gigante, um dos grandes da América do Sul. Conheço vários jogadores que jogaram aqui, inclusive muitos argentinos.”
A possibilidade de atuar em um Gre-Nal logo nos primeiros dias em Porto Alegre foi vista com entusiasmo. “O clássico é importante. Tive a sorte de jogar pelo River contra o Boca, e é muito lindo”, comparou.
Villagra estava no CSKA, da Rússia, e desembarcou em Porto Alegre por empréstimo, mediante o pagamento de 400 mil dólares. Pelo acordo firmado entre os clubes, caso o jogador atue em pelo menos 60% das partidas da temporada, o Inter ficará obrigado a exercer a compra definitiva em dezembro, por mais 3,6 milhões de dólares.
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