O Inter terá um desafio importante para resolver nos próximos meses. Contratado por empréstimo no início da temporada, o volante argentino Rodrigo Villagra tornou-se uma das principais peças da equipe em 2026 e caminha para obrigar o clube a realizar sua compra em definitivo ao término do vínculo temporário.
Pelo contrato firmado com o CSKA Moscow, o Colorado terá de desembolsar mais 4,6 milhões de dólares caso o jogador participe de 60% das partidas da equipe na temporada. A marca está muito próxima de ser consolidada e, mantido o cenário atual, a cláusula será automaticamente acionada.
A permanência do meio-campista é tratada como prioridade pela direção. Adaptado ao ambiente do clube e ao futebol brasileiro, Villagra é um dos raros nomes do elenco que escapam de qualquer contestação por parte da torcida. Em diversas oportunidades, inclusive, foi apontado como o melhor jogador colorado em campo.
Depois de iniciar o ano como alternativa no banco de reservas em razão de questões físicas, o argentino ganhou espaço e não saiu mais da equipe titular. Sua contribuição vai além da proteção à defesa. Além da eficiência na marcação, o volante tem se destacado pela qualidade na saída de bola e pela capacidade de iniciar as jogadas ofensivas.
Os números ajudam a explicar a importância adquirida pelo atleta. Até o momento, Villagra participou de 20 dos 32 compromissos disputados pelo Inter em 2026, índice de 62,5% de presença.
Outro aspecto que chama atenção é a regularidade. O jogador ainda não sofreu lesões desde que chegou ao Beira-Rio e apresenta disciplina incomum para um volante de características defensivas. Recebeu apenas três cartões amarelos com a camisa colorada — somente um deles no Campeonato Brasileiro — e ainda não foi expulso.
Diante desse cenário, a tendência é que Villagra continue ampliando sua participação ao longo do segundo semestre. Caso mantenha o rendimento que o transformou em uma das referências do time, o Inter dificilmente escapará da obrigação contratual de adquiri-lo em definitivo. Mais do que uma imposição prevista em contrato, a compra já é vista internamente como um investimento necessário para preservar uma das principais afirmações da equipe na temporada.