A passagem de Rodrigo Villagra pelo Inter, ao menos até agora, está longe de corresponder à expectativa criada no início do ano. Anunciado em janeiro com credenciais para disputar posição entre os titulares, o volante ainda não conseguiu se firmar na equipe comandada por Paulo Pezzolano. Desde que chegou ao Beira-Rio, o argentino participou de apenas seis partidas, sem completar nenhum jogo. Somados, os minutos em campo não chegam a 200.
Para o duelo desta quarta-feira contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte, pela quinta rodada do Brasileirão, Villagra sequer estará à disposição. O jogador ficou de fora da delegação por conta de um desconforto muscular. Ele havia treinado normalmente na segunda-feira, mas não participou da atividade realizada na manhã desta terça e acabou retirado da viagem.
O cenário chama atenção também pelo investimento realizado. Para contar com o atleta até o final da temporada, o Inter desembolsou cerca de 400 mil dólares pelo empréstimo. O acordo prevê ainda uma obrigação de compra caso o volante atue em 60% das partidas do ano. Nessa hipótese, o clube gaúcho teria de pagar mais 4,6 milhões de euros (cerca de R$ 28,7 milhões) ao CSKA, da Rússia, que ainda manteria 10% dos direitos econômicos.
Revelado pelo Rosario Central, Villagra construiu sua trajetória no futebol argentino antes de seguir para a Europa. Além do clube formador, defendeu Talleres e River Plate. Em 2024, transferiu-se para o CSKA, mas também encontrou dificuldades para se firmar. Na primeira temporada no futebol russo, não chegou a entrar em campo. Já na atual, participou de nove partidas, sendo titular em cinco delas, números que indicavam uma utilização limitada antes mesmo de sua chegada ao Beira-Rio.