"Acredito que o que aconteceu foi uma jogada violenta na sua própria natureza. Não precisa ter a intenção de lesionar", analisou Domenici. "Está claro que o atleta Bolívar, pela sua experiência e personalidade, exacerbou-se no lance", destacou o relator. "Eu acredito que, no momento, ele sabia que iria praticar uma jogada muito violenta. Tão forte que está aí o resultado: o atleta ficará afastado do futebol pelo menos quatro meses", explicou o representante do STJD.
Domenici argumentou que esta é uma forma encontrada para "compensar o desfalque" da agremiação prejudicada. "Acredito que nada é mais justo e natural que aquele que provocou a lesão aguardar o retorno do ofendido", ponderou. Ele enfatizou, entretanto, que deixou plenas condições para o Inter recorrer do processo, da forma como julgar correta dentro da lei desportiva.
Sobre a liberação do árbitro Paulo César de Oliveira, o relator do STJD justificou que está fora da alçada do tribunal influenciar na aplicação da regra do jogo. "A tarefa do tribunal é coibir qualquer omissão ou lançamento inverídico que ele tenha feito. O STJD não se propõe a reapitar a partida", ponderou.
"O árbitro poderia sofrer punição se tivesse faltado com a verdade ou prejudicado propositalmente o andamento ou resultado da partida. Pudemos apurar que, ainda que errado o resultado, ele tomou uma atitude. Fez o melhor que podia dentro das condições que lhe foram dadas e o ângulo de visão que tinha da partida", afirmou Domenici.