Internamente, os dirigentes do Inter e até o técnico Eduardo Coudet sabem que a trégua durará pouco. A torcida compreende o momento do clube, afetado pela falta do Beira-Rio e do CT, padecendo com problemas de logística e de ritmo de jogo, mas é preciso reagir. A derrota na volta às competições, diante do modesto Belgrano, que é o atual 18º colocado no Campeonato Argentino, de virada na Arena Barueri deixa o ambiente colorado em alerta. Para completar, o Grêmio, que vive os mesmos problemas, goleou o The Strongest na quarta-feira, aumentando a pressão sobre os colorados. É necesário recuperar-se. Imediatamente.
O próprio Eduardo Coudet deu a senha do pensamento. “Se não obtivermos resultados, aqui está a cabeça que é a primeira que vai pagar. E é a minha”, resumiu o treinador, ainda em Barueri. Depois da partida, a delegação colorada voltou para Itu, onde seguiu o treinamentos. Hoje, vai à Cuiabá, onde retoma sua caminhada no Campeonato Brasileiro jogando contra os donos da casa na Arena Pantanal.
A partida pode ser a última de Valencia pelo Inter antes de julho. O atacante foi convocado pela seleção do Equador que disputará a Copa América, entre os dias 20 de junho e 14 de julho, nos Estados Unidos. Antes, o time do técnico Félix Sánchez disputa três amistoso preparatórios contra Argentina, Bolívia e Honduras a partir de 9 de junho. Os dirigentes colorados tentarão retardar a apresentação do jogador, assim como de Borré, já chamado pelo Colômbia, e de Rochet, que estará na lista do Uruguai.
Depois da partida contra o Cuiabá, o Inter tem dois partidas seguidas pela Copa Sul-Americana. Primeiro, pega o Real Tomayapo, no interior da Bolívia, já nesta terça-feira. Depois, no sábado, enfrenta o Delfín no estádio Alfredo Jaconi. Para ainda ter chance de chegar em segundo lugar no grupo – o Belgrano, com a vitória sobre os colorados, garantiu o primeiro lugar -, o Inter terá que conquistar no mínimo quatro pontos nos dois jogos. Apesar da necessidade de resultado, o clube avaliará que time mandará para a Bolívia. É possível que Coudet opte por usar uma escalação reserva ou, no máximo, mista.