Ex-Grêmio, Gabriel - que há dois anos imitou o goleiro do Mazembe Kidiaba em uma comemoração - garantiu, a partir de hoje ser colorado. "Vestindo essa camisa vermelha, vou ficar feliz se o Grêmio cair da Libertadores", provocou. "Eu vesti a camisa do Grêmio por dois anos e, como profissional que sou, realmente entrei no espírito. Aqui não vai ser diferente", argumentou.
O lateral admitiu que teve problemas pessoais com o técnico Vanderlei Luxemburgo - que não o vinha utilizando no Grêmio. "No começo do Brasileiro, o Luxemburgo me chamou e disse que tinha trazido o Tony e o Pará e por isso iria colocá-los para jogar. Acho até que ele foi correto em me dizer isso, porque já eliminou qualquer tipo de esperança. Sei que poderia trabalhar o máximo e não teria oportunidade", contou.
Até pelo fato de estar de fora, receber uma chance no rival é algo que motiva Gabriel. "Em todas as equipes que passei sempre joguei e estar fora do time, ver os companheiros jogando é triste ficar de fora. É mais uma motivação para dar o máximo", assegurou.
Estar de fora, porém, não representa problemas extra-campo. "Nem o Luxemburgo que não me colocava pra jogar tem algo pra falar de mim", afirmou. "É dentro de campo que a gente dá a nossa resposta."
Hélder não vê dificuldades na redaptação
Um tanto ofuscado pelo novo companheiro, Hélder, de 24 anos, esbanjou felicidade ao poder jogar com "ídolo" Gabriel. Comecei a jogar bola tarde. Acompanhava o Gabriel no São Paulo e no Fluminense", revelou. "Tentei algumas vezes fazer o que ele fazia de melhor", acrescentou. "Hoje estou concorrendo com ele. É um prazer pessoal."
Hélder, que iniciará a sua segunda passagem pelo Inter depois de atuar no futebol francês, acredita que não terá problemas de readaptação ao futebol brasileiro. "Ninguém desaprende a jogar futebol", pontuou. "Acho que em relação a tempo ou readaptação não vai ter problema."