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Walter se diz vítima de racismo

Atacante do Inter diz que já tinha ouvido ofensas no jogo contra o Banfield

Walter se diz vítima de racismo
Walter se diz vítima de racismo Foto : Mateus Bruxel
Walter admite que provocou a torcida do Estudiantes logo depois do jogo em Quilmes, quinta-feira passada. Sabe que isso pode causar uma punição da Conmebol, mas apresenta uma justificativa para o ato: "Eu estava no banco e ouvi eles me chamando de macaco. Já tinha percebido isso quando jogamos com o Banfield. Os argentinos mexem com a gente. Se eu fizesse um gol, ia correr e mexer com eles também. Quando ganhamos o jogo, fui lá e mandei eles calarem a boca. Não é fácil ser chamado de macaco o tempo todo", diz o atacante do Inter.

O jogador conta que, ao deixar o gramado, levou um soco na cabeça. "Só apanhei. Não bati em ninguém. É só pegar as imagens do jogo que vão ver", diz. Além do atacante, Lauro também deve ser punido pela Conmebol. O goleiro foi um dos protagonistas, junto com Desábato e Orión, da confusão que sucedeu a partida que garantiu o Inter na próxima fase da Libertadores. Pato Abbondanzieri também participou do episódio, mas ele tem a garantia do árbitro do jogo, Oscar Ruiz, de que não corre risco de ser suspenso. Pato e Ruiz conversaram após a partida, ainda em Quilmes, conforme antecipou o Correio do Povo em sua edição de sábado.

A Conmebol, porém, deve divulgar sua decisão sobre tudo que aconteceu em Quilmes somente no dia 8 de junho, quando o conselho técnico de entidade reúne-se em Johanesburgo, na África do Sul. Hoje, deve ser divulgada a súmula do jogo, elaborada por Oscar Ruiz.

"O Walter foi insultado e respondeu beijando a camisa do Inter. Não foi a reação mais indicada, mas não justifica uma punição", opina o técnico Jorge Fossati. As possíveis punições de Lauro, Walter e até de Abbondanzieri devem acelerar o processo de contratações.