A decisão para o caso – que ganhou corpo ontem, quando o STJD acatou a denúncia do Palmeiras – ainda não tem data definida. Mas Zveiter quer pressa para defini-lo: “O processo está tramitando”, informou ele, listando burocracias que precisam ser vencidas até que se chegue o momento do julhamento. “Se conseguir cumprir esses prazos, vamos colocá-lo na pauta do dia 8, se não vamos tentar fazer uma sessão extraordinária provavelmente no dia 14”, completou ele, que é filho de Luís Zveiter, então presidente do STJD em 2005, quando houve a anulação de 11 partidas do Brasileirão, que acabou por custar o título ao Inter.
Apesar do imbróglio, ele não acredita que seja melhor pausar a disputa do torneio enquanto o caso não for resolvido: “Não existe a menor necessidade de parar o Campeonato Brasileiro”, frisou. O magistrado contou que ainda não foi protocolada a participação de outros clubes como parte interessada no processo. O Inter garante que foi procurado pelos concorrentes do Palmeiras ao rebaixamento Sport, Bahia e Portuguesa, que querem participar.
STJD julgará possível erro de conduta e não do juiz
Na tarde desta quarta-feira, Zveiter frisou a partida ainda não foi anulada. E que o processo analisa a influência externa e não o fato de o gol anulado por Barcos tenha sido com a mão. “O Tribunal vai estar julgando o erro de direito, o que o direito prevê”, ressaltou.
Diante da polêmica, o magistrado posicionou-se aberto à discussão sobre o uso da tecnologia no futebol, assunto tabu na modalidade, mas que evitaria polêmicas: “Eu acho que tem que haver uma discussão ao uso da tecnologia. Não tenho uma opinião formada. Acho que tem que haver uma discussão sobre”, afirmou.