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Zveiter cogita sessão extraordinária para julgar caso do Inter

Presidente do STJD se mostrou a favor de discussão sobre uso da tecnologia no futebol

Presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) há três cerca de meses, Flávio Zveiter mal está há 100 dias no cargo e já tem uma grande polêmica para gerir: a possível anulação da vitória do Inter sobre o Palmeiras, em virtude de uma eventual influência externa na decisão do árbitro Francisco Carlos Nascimento de anular o gol – de mão – do atacante Barcos no sábado passado.

A decisão para o caso – que ganhou corpo ontem, quando o STJD acatou a denúncia do Palmeiras – ainda não tem data definida. Mas Zveiter quer pressa para defini-lo: “O processo está tramitando”, informou ele, listando burocracias que precisam ser vencidas até que se chegue o momento do julhamento. “Se conseguir cumprir esses prazos, vamos colocá-lo na pauta do dia 8, se não vamos tentar fazer uma sessão extraordinária provavelmente no dia 14”, completou ele, que é filho de Luís Zveiter, então presidente do STJD em 2005, quando houve a anulação de 11 partidas do Brasileirão, que acabou por custar o título ao Inter.

Apesar do imbróglio, ele não acredita que seja melhor pausar a disputa do torneio enquanto o caso não for resolvido: “Não existe a menor necessidade de parar o Campeonato Brasileiro”, frisou. O magistrado contou que ainda não foi protocolada a participação de outros clubes como parte interessada no processo. O Inter garante que foi procurado pelos concorrentes do Palmeiras ao rebaixamento Sport, Bahia e Portuguesa, que querem participar.

STJD julgará possível erro de conduta e não do juiz

Na tarde desta quarta-feira, Zveiter frisou a partida ainda não foi anulada. E que o processo analisa a influência externa e não o fato de o gol anulado por Barcos tenha sido com a mão. “O Tribunal vai estar julgando o erro de direito, o que o direito prevê”, ressaltou.

Diante da polêmica, o magistrado posicionou-se aberto à discussão sobre o uso da tecnologia no futebol, assunto tabu na modalidade, mas que evitaria polêmicas: “Eu acho que tem que haver uma discussão ao uso da tecnologia. Não tenho uma opinião formada. Acho que tem que haver uma discussão sobre”, afirmou.

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