Mesmo tendo jogado 120 minutos na última quinta-feira, a Itália parecia o time mais inteiro no primeiro tempo. Isso porque o técnico Cesare Prandelli fez seis substituições em relação à equipe que perdeu para a Espanha. Nomes como El Shaarawy, Astori e De Sciglio passaram a ter destaque e ajudaram a colocar os italianos como o time superior na etapa inicial.
O jogo
Apesar do domínio europeu, a primeira chance foi do Uruguai. Forlán bateu por baixo da barreira. Buffon, atento, fez ótima defesa. A Itália imediatamente respondeu com Candreva, que chegou bem após boa jogada de De Sciglio pela esquerda. No entanto, o jogo só passou a ficar mesmo do lado da Velha Bota após a ajudinha de Muslera. O goleiro uruguaio falhou e teve azar no mesmo lance e os italianos acabaram abrindo o placar.
Diamanti cruzou, a bola bateu no travessão e nas costas do arqueiro celeste e entrou. Antes de a bola passar pela linha do gol, porém, Astori tocou e roubou o gol de Diamanti. Com o 1 a 0 contra, Suárez e Cavani entraram em ação e tiveram boas chances, com o atacante do Napoli tendo gol anulado. Maxi Pereira também obrigou Buffon a fazer defesaça, mas a Itália ainda terminou melhor com El Shaarawy quase ampliando o placar.
Todo o gás mostrado pela Itália no primeiro tempo parece ter acabado durante o intervalo. Isso somado à raça uruguaia fez com que a Celeste ressurgisse mais forte para a etapa complementar. E logo esse domínio se traduziu em gol. Em linda jogada coletiva, Cavani recebeu grande passe e chutou, tirando de Buffon para empatar o jogo.
Encorajado pelo gol, o Uruguai passou a ter mais posse de bola e pressionar a Itália.
A Azzurra, por sua vez, começou a sentir o forte calor baiano e os 120 minutos jogados contra a Espanha na última quinta-feira. Um italiano que não sentiu o desgaste foi o goleiro Buffon. Após a falha contra o Brasil, o camisa 1 e capitão da Itália fez um combo de lindas defesas em lance com Forlán.
Logo depois, a Itália tirou um gol da cartola. Diamanti cobrou bela falta, sem chance para o goleiro – 2 a 1. A Celeste, porém, não desistiu e se recolocou no jogo graças a outro golaço de Cavani - também de falta em bola defensável para Buffon. Após o período intenso de reviravoltas, os times se recolheram e passaram a trocar passes, esperando a inevitável prorrogação.
E quando os 30 minutos extras chegaram, nenhuma das seleções fez qualquer esforço para ganhar o jogo - não por falta de vontade, mas por falta de pernas. Suárez, sempre ele, foi o único que conseguiu algum destaque na arrastada prorrogação, ao correr mais que a bola e tentar simular pênalti perto de Buffon. O árbitro não foi na dele e a disputa de pênaltis chegou.
Forlán perdeu a primeira cobrança e a Itália parecia tranquila rumo ao terceiro lugar até que De Sciglio desperdiçou sua cobrança. Logo depois, porém, Cáceres também perdeu sua cobrança - com direito a encaixada de Buffon. Na última cobrança uruguaia, o goleiro da Juventus voltou a brilhar e defendeu novamente, desta vez em chute de Gargano, dando o terceiro lugar à Itália.