O time comandado pelo ex-volante Doriva precisou superar a falta de favoritismo e uma penalidade contrária que colocou o Santos na frente. Depois, brilhou o goleiro Vagner, na última cobrança de uma disputa equilibrada de pênaltis, após cobrança do zagueiro Neto.
O jogo
A primeira etapa da decisão do Paulistão teve pouca bola rolando e confusões de sobra. Ao todo, foram 24 faltas (13 do Ituano e 11 do Santos), quatro cartões amarelos e inúmeras discussões. Até Vladimir, goleiro santista reserva, teve a proeza de receber cartão.
Em desvantagem na soma dos placares e apoiado pelos mais de 30 mil torcedores presentes no Pacaembu, o Santos foi para cima desde o primeiro minuto. A ameaça ofensiva foi grande, mas a equipe visitante soube segurar o jogo.
A pressão do Santos ganhou corpo nos minutos finais, quando o Ituano, com três jogadores amarelados, deu um tempo nas faltas. Aos 39 minutos, o grito de gol quase ecoou no estádio. Geuvânio lançou Leandro Damião dentro da área. O atacante escorou de cabeça para Cícero, que, bem marcado, não conseguiu tocar a bola para o fundo do gol de Vagner.
Aos 46 minutos, festa nas arquibancadas. A 13ª falta do Ituano na etapa inicial deu ao time santista a chance de ir para o intervalo na frente do placar. Após bate e rebate dentro da área do Ituano, o zagueiro Alemão fez pênalti em cima de Cìcero, que estava posicionado de forma irregular no início da jogada. Diferentemente do jogo anterior, o camisa 8 acertou o gol.
Diferentemente da primeira etapa, o Ituano se lançou mais ao ataque do que o Santos no começo do segundo tempo. A equipe de Oswaldo de Oliveira se arriscava pouco. Na oportunidade mais clara de gol, aos 23 minutos, Geuvânio recebeu livre dentro da área e chutou cruzado a bola, que passou perto. A rede não balançou, mas o lance incendiou a torcida e renovou o ânimo santista.
Mas o Ituano não estava entregue na partida. Pelo contrário. Aos 37 minutos, a resposta do time de Itu. Em bela cobrança de falta, o zagueiro Anderson Salles por pouco não empatou a partida. Aranha foi ainda melhor e defendeu o chute.
Daí em diante, Ituano e Santos, à espera da decisão por pênaltis, pouco criaram. Se arriscaram com cautela redobrada. Não à toa o lance mais chamativo dos minutos finais foi a expulsão do lateral-direito Cicinho, que recebeu o segundo cartão amarelo ao fazer falta em cima do zagueiro Anderson Salles.
Goleiro-herói
Um dos principais destaques da campanha do Ituano, Vagner também brilhou na finalíssima. Cícero, Alan Santos, David Braz, Gabriel, Arouca e Alison superaram o goleiro nas cobranças de pênaltis. Rildo acertou a trave. Mas a sombra do camisa 1 do Ituano cresceu para cima de Neto, que parou no goleiro e viu o Santos.