Hoje, contudo, o Coxa não conseguiu ver a cor da bola nos 90 minutos. O Atlético-MG começou a partida muito ofensivo, mas errava muitos passes. Parecia que o Coritiba seria mais um adversário complicado de se enfrentar, mesmo no Independência. Foi questão de tempo até o time da casa achar o caminho da vitória, que seria pelo corredor esquerdo de seu ataque.
Se o Alviverde dependia da velocidade de Vitor Junior para criar algo e se aproveitada das várias faltas marcadas pelo juiz a seu favor, o Galo usou e abusou da força e velocidade de Fernandinho. O ponta esquerda recebeu bola de Luan, venceu a marcação e tocou para Jô só encostar. Depois, um deja vú, já que o camisa 11 recebeu de Ronaldinho, levantou a cabeça, rolou para trás e viu Jô pegar de primeira para estufar as redes.
A noite do atacante da Seleção Brasileira era de cansaço, mas muita estrela. Desta vez, foi o colega de time canarinho, Marcos Rocha, que o lançou pelo alto. O jogador, que não marcava pelo Alvinegro desde a final da Libertadores - 48 dias - tocou de forma sutil na saída de Vanderlei para definir a goleada.
O segundo tempo, desta forma, foi protocolar. Ritmo lento e com muitos erros de passe. Além disso, as várias faltas cometidas dos dois lados impediram uma maior fluência da partida. Com Lincoln apagado demais, o Coritiba pouco fez em campo. Conseguiu chamar mais a atenção fora dele, quando o auxiliar técnico Tcheco foi expulso por reclamação. Os dois goleiros acabaram virando apenas espectadores no jogo.