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Jogador do Real Madrid diz ter sido vítima de injúria racial em jogo do Mundial de Clubes

Zagueiro Rüdiger indicou ao árbitro que fala teria sido dita por jogador do Pachuca

Rüdiger, do Real Madrid, diz ter sido vítima de injúra racial por adversário do Pachuca
Rüdiger, do Real Madrid, diz ter sido vítima de injúra racial por adversário do Pachuca Foto : Paul ELLIS / AFP

A vitória do Real Madrid sobre o Pachuca terminou com uma marca negativa para o Mundial de Clubes. O árbitro brasileiro Ramon Abatti Abel acionou o protocolo antirracista da Fifa, após confusão entre Gustavo Cabral, do time mexicano, e Rüdiger, da equipe espanhola.

Já nos acréscimos do segundo tempo, aos 49 minutos, o alemão disputou uma bola com o zagueiro argentino, na área do Pachuca. Rüdiger ficou caído e pediu pênalti, o que não foi assinalado pela arbitragem. O próprio Ramon Abatti Abel não flagrou um caso de injúria racial. Entretanto, ele foi informado pelos colegas de arbitragem.

Gesto com os braços indicou a situação

O brasileiro, então, fez o gesto de 'X' com os braços, para registrar a situação. O protocolo antirracista já havia sido apresentado em 2024 e passou a integrar o Código Disciplinar da Fifa neste ano. São três passos usados para denunciar racismo em jogos de futebol. O jogador que for denunciar uma prática discriminatória deve fazer um gesto de 'X' com os braços cruzados. O árbitro, verificando a situação, também faz a sinalização, parando o jogo. Se a discriminação persistir, o juiz pode optar por uma suspensão temporária, última decisão antes de declarar derrota por W.0. do time envolvido no ato.

Com a mudança publicada pela Fifa em maio, o protocolo integra o artigo 15 do Código Disciplinar, reforçando a regra. Todas as confederações filiadas da Fifa devem aplicar o sistema. Além disso, a Fifa impôs uma multa máxima de 5 milhões de francos suíços (R$ 34 milhões) para casos de racismo em jogos.

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