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Jogador do São Paulo denuncia racismo em jogo da Copa do Brasil Sub-20 contra o Fortaleza

Árbitro chegou a paralisar jogo após meia Djhodney reclamar da atitude do chileno Rocco

A vitória do São Paulo sobre o Fortaleza pela ida das quartas de final da Copa do Brasil Sub-20 nesta quarta-feira ficou marcada por uma denúncia de racismo. O meia Djhordney, do time tricolor, acusou o chileno Rocco, da equipe cearense, de racismo.

A partida foi paralisada aos 26 minutos do primeiro tempo e ficou interrompida por quatro minutos. O árbitro Paulo Vitor de Lima Pereira acionou o protocolo antirracista da Fifa - adotado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) -, mas ambos os atletas seguiram em campo e não houve punição.

Andrade, do São Paulo, demonstrou indignação com o ocorrido e cobrou punição para Rocco. 'Não podemos mais admitir isso. Tem que sair daqui para a delegacia. A gente tem que ver o mais rápido possível. Não ouvi, mas meus amigos ouviram', comentou.

Já Lucas Emanoel, do Fortaleza, saiu em defesa do companheiro de time, mas respeitou o relato e a acusação do jogador da equipe paulista. 'Ele é um menino do bem, acredito que ele não falou isso. Mas também temos que respeitar o jogador do São Paulo', disse.

Em nota oficial, o clube paulista repudiou o ato, disse que vai oferecer suporte a Djhordney e também vai tomar as medidas cabíveis em relação ao ocorrido. 'O São Paulo Futebol Clube repudia, veementemente, o ato de racismo ocorrido contra o jogador Djhordney durante a partida contra o Fortaleza, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil Sub-20. Não há espaço para o racismo no futebol nem em qualquer outro lugar da sociedade. O clube oferecerá todo o suporte necessário ao atleta e tomará as medidas cabíveis diante desse repugnante episódio de discriminação', disse em nota.

No placar, o São Paulo fez 2 a 0 sobre o time cearense e abriu vantagem no confronto valendo vaga nas semifinais. O jogo de volta será realizado na próxima quarta-feira, em Cotia, no interior paulista.