O jogador chegou cedo ao Tribunal acompanhado por seus pais e pela irmã. A advogada interna do Fluminense, Roberta Fernandes, ficou ao lado do atacante durante todo o tempo. Michael estava sério e tenso. Quando o advogado do Fluminense, Mário Bittencourt, assumiu a palavra, Michael não se conteve e chorou. No fim, o jogador ficou aliviado com a punição e abraçou a família.
Para o procurador-geral do STJD, Paulo Schimitt, o jogador tinha que ser punido por conta do uso da substância, mas deveria, acima de tudo, ser recuperado. A defesa utilizou o motivo social como base e elogiou a postura de Michael durante todo o caso.
Foram apresentados como testemunhas pela defesa o ex-médico do Fluminense, Michael Simoni e Gabriel Bronstein, psiquiatra do jogador. Eles foram questionados pelos auditores, pelo procurador-geral Paulo Schimitt e pelo presidente do STJD, Flávio Zveiter, para esclarecer dúvidas sobre o processo.
Simoni falou sobre os efeitos destrutivos da droga utilizada por Michael e o psiquiatra explicou que o tratamento realizado com o jogador tem evoluído de forma gradativa. A vontade de Michael em se recuperar contou a favor da decisão.
Bronstein disse que o jogador está no tratamento de dependência química, apesar de não ser diagnosticado com um dependente, mas sim para uso nocivo de cocaína. Na próxima semana, ele já deve retornar aos treinamentos, mas voltará para o local por pelo menos sete dias.