Na partida realizada em Londres, no estádio de Wembley, boa parte dos elencos de Jaguars e Ravens permaneceram ajoelhados durante o hino nacional, com os braços entrelaçados. A ação teve o respaldo até dos presidentes de ambas as franquias. "Nós reconhecemos a influência de nossos jogadores. Nós respeitamos a demonstração deles e os apoiamos 100%. Todas as vozes precisam ser ouvidas. Esta é a democracia em sua maior forma", declarou o dono do Ravens, Steve Bisciotti. Já o proprietário do Jaguars, Shad Khan, chegou a se ajoelhar ao lado dos jogadores.
No último sábado, Trump classificou como "falta de respeito" as manifestações durante o hino nacional e pediu a demissão de jogadores que tomassem tal atitude. O presidente norte-americano manteve o discurso neste domingo, através do Twitter.
"Se os fãs da NFL se recusarem a ir a jogos até que os jogadores parem de desrespeitar nossa bandeira e nosso país, vocês verão uma mudança acontecer rapidamente. Precisam ser demitidos ou suspensos. A audiência da NFL está caindo. Porque são jogos entediantes, mas também porque as pessoas amam seu país. A liga deveria apoiar os Estados Unidos", escreveu.
If NFL fans refuse to go to games until players stop disrespecting our Flag & Country, you will see change take place fast. Fire or suspend!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 24 de setembro de 2017
...NFL attendance and ratings are WAY DOWN. Boring games yes, but many stay away because they love our country. League should back U.S.
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 24 de setembro de 2017
Desde a temporada passada, diversos jogadores da NFL têm se recusado a levantar para o hino como forma de protesto principalmente pelo tratamento da polícia aos negros no país, após diversos casos de abuso de poder que resultaram até em mortes. A atitude foi encabeçada pelo então quarterback do San Francisco 49ers, Colin Kaepernick, e rapidamente aderida por diversos jogadores, até em outros esportes.
Presidente dos Estados Unidos à época, Barack Obama considerou legítima a manifestação, enquanto o então candidato Trump chegou a sugerir a Kaepernick "procurar outro país" para morar.