Enquanto os olhos do mundo estavam voltados para a África do Sul, dois atletas até então pouco conhecidos gravaram seus nomes na história do tênis, na Inglaterra. O norte-americano John Isner e o francês Nicolas Mahut travaram 10 horas de batalha em uma das quadras de grama do complexo de Wimbledon, onde ocorre o terceiro Grand Slam do ano. Já são três dias de confronto.
A partida não será lembrada pela excelência técnica, mas pela sequência de recordes quebrados: 10 horas de jogo, 193 aces marcados e mais de 600 pontos disputados. Isner e Mahut empatavam por 59 quando o incrível duelo, ainda de primeira rodada foi suspenso mais uma vez por falta de luz natural e terá de ser concluído nesta quinta-feira.
Até então, o jogo mais longo da história do tênis havia sido disputado por Fabrice Santoro e Arnaud Clement, em Roland Garros de 2004, com “apenas" 6h33min de duração. Marca menor que o quinto set da partida ocorrida no Sul de Londres: o tie-break já dura 7h06min e passa a ser também o set mais longo de todos os tempos, tanto em número de games disputados como em tempo.
Tanto Isner como Mahut também superaram a marca anterior de aces numa só partida, que pertencia ao croata Ivo Karlovic, com 78. Até o momento da interrupção, Isner havia anotado 98 saques indefensáveis, contra 93 do francês.
Jogo de tênis mais longo da história é interrompido por falta de luz
John Isner e Nicolas Mahut travaram 10 horas de disputa em uma das quadras de grama do complexo de Wimbledon