A Justiça acatou nesta terça-feira a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP) contra 12 torcedores do Atlético Mineiro por envolvimento no assassinato do cruzeirense Otávio Fernandes, de 19 anos, em 27 de novembro. O juiz Maurício Torres Soares, do 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, negou o pedido de prisão preventiva dos suspeitos, contudo.
Desta forma, sete integrantes da Galoucura, principal torcida organizada da equipe alvinegra, que estavam presos desde dezembro acusados pela Polícia Civil de envolvimento no crime, foram soltos. Cinco deles foram incluídos na denúncia apresentada pelo promotor Francisco de Assis Santiago à Justiça, mas como nesta terça venceu o prazo da prisão temporária decretada no fim do ano, todos foram postos em liberdade.
Fernandes foi espancado até a morte durante uma briga generalizada entre torcedores do Cruzeiro e do Atlético. Os envolvidos se encontraram na porta de um espaço de eventos onde ocorria o torneio de vale-tudo 3º Brasil MMA Fight, na região centro-sul da capital mineira.
Entre os que devem ser julgados por júri popular estão o presidente e o vice-presidente da Galoucura, respectivamente Roberto Augusto Pereira, o "Bocão", e William Palumbo, conhecido como "Ferrugem". Entre os outros dez acusados há mais integrantes da direção da entidade. A polícia havia indiciado 41 pessoas pelo crime, mas, segundo Francisco Santiago, não há provas do envolvimento dos demais no assassinato.
Justiça acata denúncia contra torcedores do Atlético-MG por morte de cruzeirense
Otávio Fernandes, de 19 anos, foi espancado durante briga de torcida em 27 de novembro