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Justiça americana prevê "novos indiciamentos" no caso Fifa

Procuradora-geral avisou que investigação "está longe do fim do primeiro tempo"

Justiça americana prevê novos indiciamentos no caso Fifa
Justiça americana prevê novos indiciamentos no caso Fifa Foto : Fabrice Coffrini / AFP / CP
A justiça americana prevê "indiciar outras pessoas e organizações" ligadas ao mega-escândalo de corrupção da Fifa, informou nesta segunda-feira em Zurique a procuradora-geral Loretta Lynch.

Numa entrevista coletiva conjunta com Loretta e o procurador da Suíça, Michael Lauber, foi revelado a existência de ativos financeiros, inclusive de apartamentos nos Alpes Suíços. A procuradora-geral avisou que a investigação sobre as condições de atribuição das Copas do Mundo de 2018 e 2022 ainda está longe do fim do primeiro tempo.

Diante da forte pressão internacional, principalmente da parte dos patrocinadores, o dirigente suíço acabou colocando o mandato à disposição, mas permanece no cargo até a eleição do seu sucessor,marcada para o dia 26 de fevereiro.

Enquanto isso, Loretta afirmou que está "esperançosa" de que os sete cartolas serão extraditados. O brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF, continua preso na Suíça, aguardando a decisão da justiça local para saber se será ou não extraditado para os Estados Unidos.

Até agora, apena um dos detidos de Zurique aceitou a extradição, Jeffrey Webb, ex-vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf. No total, 14 pessoas foram indiciadas, nove altos dirigentes da entidade e cinco empresários do ramo do marketing esportivo.

De acordo com a investigação americana, o esquema de corrupção movimentou cerca de 150 milhões de dólares nos últimos 25 anos. Quando foi perguntada se Blatter também será ouvido, Loretta preferiu usou o humor para desviar o foco ao afirmar que "não está a par do cronograma de viagens" do suíço de 79 anos.

Lauber tampouco forneceu detalhes sobre a investigação suíça, recusando-se a citar nomes, nem o número de imóveis apreendidos, "por motivos táticas"."Investimentos imobiliários podem ser usados para lavar dinheiro", explicou o procurador, antes de ressaltar que foram registrados movimentações suspeitas em 121 contas bancárias do país.