Esportes

Justiça condena Renato Cajá a pagar R$ 1,1 milhão à Ponte Preta

Meia teve passagem discreta pelo Grêmio no ano passado

O juiz Artur Ribeiro Gudwin, da 2ª Vara do Trabalho de Campinas, condenou o meia Renato Cajá, atualmente no Botafogo, a pagar uma indenização de R$ 1,1 milhão de reais à Ponte Preta. A Justiça aponta descumprimento de contrato com o clube. A decisão saiu em 9 de março e foi comunicada à Ponte nesta quinta-feira. Cajá foi vendido para o Al Itihad, da Arábia Saudita, em março de 2009 por US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 7 milhões na época). O pagamento deveria ocorrer em três parcelas e, segundo informou a Ponte, caso isso não fosse cumprido integralmente, o acordo estaria desfeito e Cajá continuaria a fazer parte do time campineiro. O Al Itihad não pagou todas as prestações, mas Cajá não se reapresentou na Ponte.

Em junho de 2009, a Justiça concedeu liminar que estabelecia o retorno do jogador à Ponte e uma multa de R$ 10 mil por dia de ausência do atleta. A defesa de Cajá conseguiu derrubar a multa, mas não o vínculo do jogador com o clube e a necessidade dele de se reapresentar. De acordo com a Ponte, em agosto de 2009 a CBF reintegrou, via Boletim Informativo Diário (BID), o jogador ao clube campineiro e reativou seu contrato.

A defesa de Renato Cajá já recorreu da decisão. "Tivemos ciência há coisa de um mês e já oferecemos embargos de declaração. Esse primeiro recurso está ainda com o juiz de primeiro grau e após sua decisão, não sendo reformada a sentença, vamos recorrer ao tribunal regional", afirmou o advogado Bichara Neto.

O juiz liberou o atleta para que exerça sua profissão onde bem entender e condenou Cajá, primeiramente, ao pagamento de uma multa de R$ 7,2 milhões. Depois entendeu que o valor superava o valor original do contrato e reduziu a indenização para R$ 1,1 milhão. O advogado trabalhista da Ponte, Renato Savy, informou que o clube vai entrar com recurso pedindo o reconhecimento da multa original.