Esportes

Justiça decreta prisão preventiva de ex-líder de torcida do Inter

Denúncia por tentativa de homicídio em briga após jogo foi aceita

A 2ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre aceitou a denúncia contra o ex-líder da torcida Guarda Popular Colorada. Ele teve prisão preventiva decretada e passou a ser réu por tentativa de homicídio. Na última sexta-feira, o Ministério Público denunciou ele e outros dois torcedores pelo crime. Os três também responderão por formação de quadrilha e promoção de tumulto. Eles também foram impedidos, a partir de agora, de comparecer a qualquer evento relacionado ao Internacional. O prazo para o fim da medida não foi divulgado.

Os fatos ocorreram na saída da partida de despedida do ex-jogador Fabiano Souza, no início de dezembro, no Beira-Rio, quando torcedores foram esfaqueados. Os torcedores feridos foram vítimas de um suposto ataque com facas de integrantes da Guarda Popular, dissidentes da torcida Popular do Inter. Segundo a Brigada Militar (BM), pelo menos três jovens foram esfaqueados. O outro ferido é um homem de 40 anos que foi agredido a socos e pontapés por estar filmando a briga.

Mais torcedores supostamente envolvidos na briga entre as duas torcidas podem responder por lesão corporal. Os casos serão encaminhados ao Juizado Especial por se tratar de crime de menor potencial ofensivo.

Após os indiciamentos, a Guarda informou em redes sociais a mudança no comando da torcida. No início de dezembro, a direção do Inter anunciou as extinções da Popular do Inter e da Guarda Popular, mas ainda não impôs punições individuais aos denunciados. A promessa era de analisar as possíveis exclusões do quadro social do clube depois da investigação policial, já concluída.


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