Em outros três casos, juízes rejeitaram pedidos de decisão, em caráter liminar, a favor da Lusa. Os processos estão sendo abertos por advogados que não são ligados aos clubes e esse tem sido o principal problema. "A maioria já foi extinta sumariamente. Houve vários indeferimentos, porque não há legitimidade nos autores das ações" explicou o diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes.
O dirigente ainda criticou a tentativa de fazer um "mutirão" de ações contra a entidade para tentar passar por cima da decisão da Justiça Desportiva. "Não chego a ver como tentativa desesperada, mas sim uma prática ilícita. Podem pagar até indenização por isso, como prevê a lei. É má fé e uma atitude antidemocrática. Querem dificultar a defesa. É o que chamamos de assédio judicial", relatou.
A CBF pretende entrar com uma ação contra o advogado Delmiro Goveia, de Mogi das Cruzes, em São Paulo, um dos que processaram a entidade. O processo de Delmiro acabou não sendo deferido pelo TJ-SP. "Vamos entrar com representação na OAB e buscar ações indenizatórias contra ele, porque saiu divulgando a ação na internet para que pudessem entrar com processos em diferentes lugares. A petição está sendo preparada", finalizou o diretor jurídico.