Maria Tereza Donatti, titular da 29ª Vara Criminal do Rio, não aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado contra o atacante Adriano, acusado por tráfico de drogas e associação ao negócio, crimes que, combinados, poderiam gerar pena de até 25 anos de prisão. A magistrada não viu motivos suficientes para incriminar o jogador.
Segundo o MP, o atleta se associou ao tráfico da Vila Cruzeiro por causa de uma moto comprada por ele, que, posteriormente, parou nas mãos do traficante Mica. O veículo foi colocado em nome da mãe de Mica e usado em atividades ilícitas. A defesa de Adriano, no entanto, afirmou o que o atacante foi vítima de um colega, que recebeu a autorização para comprar as motos, mas não para repassá-las. Após a decisão judicial, a assessoria de imprensa do atleta divulgou uma nota oficial.
“Uns até falaram que eu já estava condenado e sem passaporte! Será que essas pessoas têm família? Será que essas pessoas imaginam o que foi para os meus filhos verem isso tudo? E agora? Qual será a próxima para aparecerem através da minha imagem? Eu sabia que tudo daria certo, pois não devo nada para ninguém, sou honesto, pago meus impostos e tenho orgulho da minha origem”, desabafou Adriano.
O jogador está perto de assinar um acordo para jogar pelo Le Havre, da segunda divisão da França.
Justiça rejeita denúncia do Ministério Público contra Adriano
Jogador diz que não deve nada a ninguém e está livre de processo