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Justiça suspende habilitação do motorista

Wendel Vergara foi responsabilizado por três homicídios culposos e nove lesões corporais

Justiça suspende habilitação do motorista
Justiça suspende habilitação do motorista Foto : Pedro Revillion
Minutos após o ônibus com a delegação xavante passar em frente à casa de Wendel Oliveira Vergara, o CP tentou contato com o condutor do veículo acidentado há um ano. Apenas a sogra do motorista, que não quis se identificar, estava em casa. Segundo ela, a família só tem notícias quando Vergara retorna à cidade. Questionada se ele está trabalhando pela empresa Bosenbecker em Bagé, ela respondeu, receosa: "Acho que sim".

Enquanto isso, em Canguçu, o processo de 335 páginas era analisado pela juíza Fernanda Tractenberg. Foi ela quem acatou a liminar que pediu a suspensão da habilitação de Vergara, em dezembro passado. A denúncia responsabiliza o profissional por três homicídios culposos e nove lesões corporais.

De concreto, há apenas a confirmação de que o tacógrafo do ônibus não foi encontrado. O disco que registra a velocidade do veículo, e que seria uma prova contundente de uma eventual imprudência de Vergara, simplesmente sumiu. "Não temos como afirmar se foi extraviado ou se houve alguma manobra furtiva para esconder essa prova", explica Fernanda.

Perícia não precisa a velocidade do ônibus

Devido à ausência do tacógrafo, o laudo do Instituto Geral de Perícias não precisou a velocidade com que o veículo entrou na curva da ERS-471, manobra que deveria ter sido feita a 40km/h. "O laudo apenas afirma que talvez ele estivesse acima do permitido", revela a juíza de Canguçu, Fernanda Tractenberg. Familiares das vítimas garantem que o ônibus estava a 116km/h, número que segundo Fernanda não consta nos documentos do processo.