Restaram 16 clubes, onze da Série A, dois da B e no total de onze campeões. O Juventude se insere nos dois últimos grupos e por isso não tem por que temer mais um desafio na Copa do Brasil. O título de 1999, a fama de incomodar times grandes na competição e a campanha atual na Segunda Divisão credenciam o Ju a encarar o Atlético Mineiro no confronto que abre os duelos envolvendo gaúchos no torneio mais milionário do país.
Neste sábado, às 19h30min, as duas equipes fazem o jogo de ida, na Arena MRV, em Belo Horizonte com transmissão da Amazon Prime Video. A volta é no Alfredo Jaconi, na próxima terça-feira.
Ao derrotar o São Paulo em uma classificação heroica ainda antes da Copa do Mundo, o Juventude confirmou um retrospecto de impor respeito toda vez que se vê diante de um adversário do tamanho do Galo. Fluminense, Corinthians, Inter, Bahia e Botafogo são alguns exemplos de quem sofreu ao ter que subir a Serra e encarar o mata-mata.
Atual vice-líder na Segunda Divisão, o time de Maurício Barbieri chega embalado com três vitórias nas últimas cinco rodadas, sendo a mais recente nos acréscimos diante do Avaí abaixo de uma chuvarada em Caxias do Sul. Há, no entanto, problemas para o treinador montar a equipe.
O meia Mandaca tem lesão muscular e não jogará nenhum dos jogos. A dupla de zaga Rodrigo Sam e Messias também está fora e dará lugar a Gabriel Pinheiro e Tite. Dos dois reforços contratados no meio de semana, Gabriel Pires e Luis Amarilla, apenas o atacante paraguaio está apto legalmente para estrear.
Do outro lado, o Atlético bicampeão em 2014 e 2021, mantém a oscilação ao longo da temporada, mas está classificado para as oitavas da Copa Sul Americana e em recuperação no Brasileirão. No domingo passado derrotou o líder Palmeiras em pleno Nubank. Quem passar de fase na Copa do Brasil vai lucrar R$ 3 milhões em premiação.