A Juventus entrou no Estádio Louis II precisando apenas de um empate contra o Monaco para chegar à semifinal de Liga dos Campeões após 12 anos. E foi isso que a equipe italiana fez: empatou e sem gols. Com uma postura defensiva, o time italiano amarrou o jogo inteiro. Agora, o time de Turim espera o sorteio de sexta-feira para saber o seu adversário: Barcelona, Bayern de Munique ou Real Madrid.
Com três zagueiros, a equipe de Turim não dava espaços aos donos da casa, mas também não tinha ímpeto ofensivo.
Por outro lado, o Monaco mostrava um pouco mais de vontade, mas faltava qualidade. João Moutinho não municiava Martial e os dois pontas Ferreira-Carrasco e Bernardo Silva ficavam presos aos laterais Lichtsteiner e Evra. Os dois melhores lances da primeira etapa vieram de chutes de longe, ambos com volante Kondogbia. Em um deles, obrigou o goleiro Buffon a fazer uma boa defesa.
Com Pirlo apagado e Vidal preocupado em fazer lances bonitos, mas sem produtividade, quem sofreu foi o ataque da Juventus. Artilheiro do Calcio, Carlitos Tevez não teve nem uma chance clara sequer - só um bom chute de longe - e estava isolado no setor ofensivo com o parceiro Morata. Para se ter uma ideia, foram sete finalizações do Monaco na primeira etapa, contra apenas duas da Juventus. O retrato do futebol apresentado no primeiro tempo pôde ser visto nos pés de Morata. Ele foi tentar puxar um contra-ataque e, bisonhamente, pisou na bola.
Precisando de pelo menos um gol para levar o duelo para a prorrogação, o técnico Leonardo Jardim colocou o Monaco para o ataque. O experiente Berbatov foi a campo no lugar do volante Toulalan. E a Juventus, ainda muito recuada, abusava do direito de errar e não conseguia sair da defesa. Passes equivocados aumentavam as chances do time do Principado. Em um deles, o búlgaro quase aproveitou uma bobeada, mas Buffon abafou antes de a bola chegar ao atacante.
A proposta da Juventus seguia clara no segundo tempo: defender-se de todas as formas e segurar o empate sem gols. E esperava um raro lampejo dos seus craques para marcar e complicar, de vez, a vida do Monaco. E só teve um, em uma linda cobrança de falta de Pirlo, que triscou a trave esquerda de Subasic.
Mas a apatia dos jogadores do time italiano impediam qualquer bom lance de ataque. Os franceses, por sua vez, não criaram chances de gol e facilitaram o trio de defensores da Juventus. Diante deste panorama, o placar seguiu inalterado, para a festa dos torcedores da Velha Senhora, que se garantiu nas semifinais, mas com um futebol bem burocrático.
Juventus segura o Monaco e garante vaga nas semis da Liga
Equipe italiana administrou a vantagem do primeiro jogo, quando venceu por 2 a 0