“Só neste ano, ele venceu Snapper, onda dominada por sufistas regulares (que surfam com o pé direito na frente) há mais de 10 anos. Venceu em Fiji, uma das ondas mais clássicas da turnê. E agora, ele ganhou no Taiti, com ondas gigantes, em um evento que ele não era considerado favorito por muitas pessoas. É exatamente por isso que ele se tornou tão perigoso. Ele pode ganhar em ondas/condições onde não tem muita experiência e as pessoas não sabem o que esperar”, afirmou o surfista que ganhou 11 campeonatos.
Para Kelly Slater, Medina é mais determinado e “com fome de vitória” do que os demais competidores. “Ele é completo, combina aéreos, tubo e cavadas (quando o surfista desce a onda). Mesmo que eu vá fazer tudo ao meu alcance para parar esse cara, sou muito fã do surfe dele e ele é um cara muito bom”, completou Slater.
Porém, o undecacampeão lembra que Medina irá enfrentar grandes obstáculos na carreira. Ficar motivado durante um longo tempo e lidar com os fãs brasileiros, que depositando as esperanças de um país nos ombros. “Tenho certeza que ele vai aceitar e lidar com o desafio como todos que enfrentou durante o seu caminho. Parabéns pela vitória em Teahupoo e tenha uma grande carreira pela frente”, finalizou Kelly Slater.
Medina venceu na segunda-feira o Billabong Tahiti Pro, em Teahupoo, por três milésimos de diferença para Kelly Slater. Das sete etapas do WCT disputadas no ano, essa é a terceira vencida por Medina, que lidera a turnê com 7.800 pontos de diferença para o próprio Slater. A próxima será em San Clemente, na Califórnia, a partir do dia 9 de setembro.