"É difícil dizer o quanto é amargo perder desta forma, mas é um gosto amargo mesmo. Sei o quanto é ruim sentir esse gosto na boca. Treino para não sentir isto. Quero me sentir bem, quero vencer. Este gosto ruim não quero nunca mais", lamentou Kitadai.
O brasileiro foi dominado durante toda a luta e começou muito mal, levando um shido (punição) pouco mais de 30 segundos depois do início. A situação ficou ainda mais complicada faltando três minutos para o fim, quando levou outro shido.
Com a necessidade de partir para cima, o brasileiro acabou sendo surpreendido por um wazari que deu ao sul-coreano uma ampla vantagem, o suficiente para garantir a vitória com certa tranquilidade. "Ele conseguiu duas punições que me obrigaram a fazer um golpe. Acabei caindo para trás e ele me reverteu. Isso foi a grande diferença, ele abriu duas punições e soube usar essa vantagem", analisou.
Kitadai reconheceu que enfrentou um adversário difícil logo na sua primeira luta, mas preferiu não culpar o sorteio. "Enfrentar um coreano é sempre complicado, mas a gente treina para ser campeão, não posso culpar o sorteio. A sorte ajuda, mas não é assim que conquistamos medalhas. Temos que treinar, lutar e ganhar", explicou o judoca.
O brasileiro também descartou ter sentido pressão por competir em casa e se disse satisfeito com sua preparação. "Eu me sentia muito bem, estava treinando super bem, a preparação foi perfeita, mas a competição é isso aí, dessa vez fiquei fora", completou.
Kitadai lutou ao mesmo tempo que a também brasileira Sarah Menezes, atual campeã da categoria até 48 kg, que acabou derrotando por ippon a belga Amélie Rosseneu no tatame ao lado. Com um sorriso estampado no rosto depois de sua luta, Sarah fechou a cara poucos segundos depois, quando viu o compatriota chorando muito ao passar na sua frente para deixar o tatame. A brasileira também venceu sua terceira luta, contra a turca Ebru Sahin, e avançou às semifinais da competição.