Um esporte que está bombando neste verão é o Kitesurf, que é uma prancha e uma vela que parece um paraquedas. A vela fica presa ao corpo do kitesurfista por um trapézio, sendo controlada por meio de uma haste que sobe e desce, que faz a vela tomar uma direção ascendente ou descendente, conforme a pessoa quer ir para a direita ou esquerda.
O engenheiro mecânico Daniel Borges, de 29 anos, pratica o esporte há quatro anos. Ele mora em Caxias do Sul e fica monitorando os ventos no litoral gaúcho pela Internet. Quando tem vento bom, se toca para Capão da Canoa, onde tem casa. “Sempre que vejo que o vento está bom, tipo o de hoje, que está com cerca de 20 nós de velocidade (aproximadamente 37 km/h), me toco para a praia”, revela. Quando o vento não está bom no mar, sempre tem uma lagoa onde se possa praticar. “Aqui no Litoral a gente procura a Lagoa dos Quadros, em Capão, ou a dos Barros, em Osório. Na lagoa não tem onda e as manobras são diferentes”, explica.
O empresário caxiense Jorge Luís Tedesco, 38, conta que participa de um grupo no Facebook para divulgar onde está tendo um bom vento. “A gente é do grupo Kitesurf Caxias e combinamos as trips para kitesurfar, mas se chegamos no mar e não está rolando o vento e as ondas estão boas, trocamos as pranchas e vamos para o surfe”, admite. Tedesco esclarece que a velocidade do vento implica a escolha da vela. “Quando se tem pouco vento, precisamos usar uma vela grande. Quando o vento está forte, a vela é pequena”, informa. Quando o vento está muito forte, o praticante do esporte precisa ter dois tipos de cuidado: um dentro do mar e outro na areia. “Se o vento está para dentro do mar, a pessoa precisa se preocupar em não perder o controle muito longe da praia. E na areia, o vento pode puxar a vela com força e o praticante ser chicoteado contra o chão”, afirma Tedesco.
A estudante porto-alegrense Juliana Tanajura Herwig, de 18 anos, usava uma prancha com o formato parecido com uma de surfe, porém menor. “Esta prancha é boa para andar nas ondas, enquanto que as outras, que são mais quadradas e têm quilhas nas quatro pontas, são melhores para manobrar em lagos”, conta. Ela treina muito no lago Guaíba, em Porto Alegre, na maior parte do ano.
O empresário Gabriel Rossi, 29 anos, é quem pratica o esporte há mais tempo. Desde 2007 tem equipamento de kitesurf. “Descobri o kite vendo vídeos na Internet e fui procurar equipamento para comprar. Depois vi que tinha uma escola em Porto Alegre, fiz o curso e não parei mais”, relata. Rossi admite que nunca participou de competições, dizendo que não existe federação gaúcha do esporte, apesar de haver uma página no Facebook. “O pessoal é muito desorganizado. Falta patrocínio para o esporte e o praticante tem que tirar o dinheiro do bolso”, garante.
Para começar:
Os preços para a prática
Vela: R$ 3 mil
Prancha: R$ 1,3 mil
Trapézio: R$ 500
Total: aproximadamente R$ 5 mil
Kitesurf ganha adeptos no Litoral do Rio Grande do Sul
Esporte depende do vento e precisa de investimento de aproximadamente R$ 5 mil