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Lance de craque acerta em cheio: gols, alegria e ajuda para crianças

Anfitrião da festa, D'Alessandro marcou dois gols e terminou a partida como árbitro

Tinga foi um dos participantes do amistoso
Tinga foi um dos participantes do amistoso Foto : Mauro Schaefer
O jogo beneficente foi um sucesso e atingiu o seu objetivo. Com muitos gols, ajuda para crianças e confraternização entre as duas maiores torcidas do Estado. Dentro de campo, ex-jogadores e atletas em atividades mostraram bom futebol e belos lances, o mais bonito de todos em gol de Zé Roberto, que precisou de cinco minutos da parceria de D’Alessandro para abrilhantar a tarde deste sábado no Beira-Rio.

Com o entrosamento da dupla de meias do Inter, reforçada com Deco e Elias, a equipe do anfitrião da partida logo assumiu o controle do jogo  ditou o ritmo do confronto. Jogando de forma avançada, Alex foi flagrado de forma irregular em duas oportunidades. Do outro lado, o Solidariedade apostava nas chegadas de Zé Roberto pelo lado esquerdo.

Aos 15 minutos, o uruguaio Francescoli testou o goleiro gremista, que defendeu sem grandes problemas. Três minutos depois, o Esperança quase abriu o placar com um gol contra de Lugano. Porém, no lance seguinte, o dono da festa tirou o zero do marcador. O camisa 10 tocou para Deco, que fez o pivô e devolveu para o argentino, que finalizou no canto direito do goleiro Renan.

Depois do gol, o Esperança, comandado por Dunga e Celso Roth, quase ampliou com Diego Milito. O centroavante argentino, campeão argentino pelo Racing, obrigou o ex-goleiro colorado Renan a fazer ótima defesa. Com poucas oportunidades, o Solidariedade chegou ao empate logo em seguida, em um lance polêmico. O centroavante Rafael Moura empurrou o zagueiro Lugano, mas o árbitro Márcio Chagas inverteu a falta. Na cobrança, Francescoli deslocou Marcelo Grohe e deixou tudo igual.

Após a inversão que resultou no gol de empate, Guiñazú deu um golpe de judô em D’Alessandro, dentro da área. Acertadamente, o juiz assinalou a penalidade. O uruguaio Ruben Paz, com passagem pelo Inter durante os anos 80, finalizou bem e devolveu a vantagem ao Esperança.

Menos de dez minutos depois, mais um pênalti foi marcado. Ruben Paz driblou o goleiro Renan e foi tocado. O ex-atleta retribuiu a gentileza de D’Alessandro na infração anterior e deu a bola ao colorado, que não desperdiçou e ampliou o marcador.

Pouco efetivo para criar jogadas de ataque, a equipe Solidariedade tentou o empate com Guiñazú, de fora da área. O chute saiu fraco, sem perigo algum, mas foi o suficiente para a torcida ovacionar o atual volante do Vasco. No último lance do primeiro tempo, Zanetti fez ótima jogada pela direita e quase marcou um golaço.

As duas equipes voltaram com mudanças de ambos os lados e inversões de lado. Ídolos colorados como Taison e Magrão voltaram do vestiário, além do argentino Pato Abbondanzieri.

Golaço de Zé Roberto e D'Alessandro como árbitro animam o segundo tempo

Na segunda etapa, Zé Roberto saiu da lateral e passou para o meio do Solidariedade, que recebia o reforço de D’Alessandro. A dupla precisou de apenas cinco minutos para protagonizar o lance mais bonito do duelo. O argentino recebeu no fundo e cruzou para o ex-gremista, que limpou Gilberto, encobriu Gabriel Milito e soltou uma bomba na meta de Abbondanzieri, diminuindo o escore.

Contando com a velocidade de Taison, o Esperança não demorou a ampliar. O atacante infiltrou e serviu Fuertes, livre para marcar o quarto. Três minutos depois, Fuertes quase marcou um golaço de voleio, mas Renan evitou o que seria uma pintura.

O centroavante Barcos quase marcou um belo gol em chute sem ângulo, que acertou a trave defendida por Abbondanzieri, mas passou em branco no embate.

O Esperança tentava com Diego Milito, mas esbarrava na ótima atuação de Renan, que evitou dois gols do argentino. Porém, em lance protagonizado por Taison, Cavenaghi ampliou.

Nos últimos cinco minutos de jogo, D’Alessandro e Márcio Chagas trocaram de camisa e o capitão colorado assumiu o comando do jogo. Com menos de dois minutos, ele amarelou seus ex-companheiros Gabriel Milito, Taison e Abbondanzieri. Com a camisa 10 do argentino, Márcio Chagas perdeu um pênalti, defendido por Abbondanzieri. Porém, D’Alessandro mandou voltar e, desta vez, a bola estufou as redes, encerrando o jogo.