Em um duelo de 180 minutos, nos primeiros 90 o Fluminense mantinha seus planos até o 89º bater do relógio. Com a marcação encaixada, segurou o ímpeto do Lanús no estádio La Fortaleza, na província de Buenos Aires. No fim da partida, aos 44 minutos, cedeu o contra-ataque e viu Marcelino Moreno marcar o gol da vitória por 1 a 0 e abrir a vantagem mínima para os argentinos no jogo de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana.
Agora, diante do seu torcedor, o Fluminense terá a missão de vencer por dois ou mais gols para avançar de forma direta no mata-mata. Em caso de vitória mínima, a vaga será decidida nos pênaltis.
A principal característica adotada pelo Fluminense na Argentina foi uma marcação forte, fechando os espaços. O time até teve certa dificuldade no começo, mas conseguiu se acertar no decorrer da partida, porém ficou a sensação de que o time poderia ter se exposto mais para sair com a vantagem. Quando tentou, foi castigado no fim em um contra-ataque que o Lanús tanto desejou, pegando a defesa desarrumada para marcar com Marcelino Moreno.
Outro destaque foi o reencontro do atacante Germán Cano pela primeira vez com seu clube formador. Ele tem uma relação especial com o Lanús, seu clube de infância e com fortes laços familiares. Tanto que sua camisa de número 14 é uma homenagem à principal torcida do time argentino.
Atuando pouco mais de 10 minutos, não teve nenhuma chance clara para marcar. O Fluminense teve dificuldade para conter o ímpeto ofensivo do Lanús. Sem conseguir ter a posse da bola, sofreu para marcar os lados do campo, onde o time argentino criou as melhores chances, aproveitando os espaços deixados por Guga.
Marcelino Moreno e Salvio eram os jogadores mais perigosos e assustou Fábio em chutes da entrada da área. O time carioca só conseguiu ultrapassar a fronteira depois dos 25 minutos, quando Hércules arriscou de longe e tirou tinta da trave. Após o lance, o Fluminense conseguiu ter confiança para criar suas jogadas e passou a trocar mais passes. Canobbio cruzou rasteiro, mas Renê pegou mal na bola e isolou, desperdiçando a grande chance dos brasileiros na partida.
O duelo retornou morno para o segundo tempo. O Lanús seguiu com mais posse de bola, porém o Fluminense melhorou na marcação e anulou qualquer investida dos argentinos. Quando tinha a bola, o time brasileiro buscou cadenciar, sem pressa para se lançar ao ataque ou forçar situações de contra-ataques e tirava proveito da falta de efetividade do adversário.
Com a reta final se aproximando, o Lanús subiu o tom na intensidade. As mexidas de Renato Portaluppi não surtiram efeito, nem mesmo a entrada de Cano no fim, fez com que o time brasileiro arriscasse mais a gol, mantendo uma postura tática defensiva.
O time tinha um escanteio a favor e com a defesa desarrumada e sem Thiago Silva, cedeu o contra-ataque, que terminou com gol de Marcelino Moreno, aos 44 minutos, pegando o rebote dentro da área.