O projeto de Tessaro pode acarretar multa de até R$ 100 mil à FGF. Isso porque a entidade foi denunciada no artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (deixar de cumprir ou dificultar o cumprimento de regulamento, geral ou especial, de competição), em função do atraso de cinco minutos no jogo entre Inter x Atlético-MG, em 10 de agosto, pelo Brasileirão. Na avaliação do parlamentar, a execução dos hinos, que dura 90 segundos, não causa prejuízo ao espetáculo. "Paraná e São Paulo utilizam do mesmo expediente. Além disso, a execução dos hinos é uma forma de nós fazermos com que as pessoas ajam com poder cívico e que tenham a oportunidade de conhecer os seus hinos. Quando ocorre o canto rio-grandense nos nossos estádios, a torcida se levanta e vibra. Isso é um sinal de patriotismo e é muito importante", considera.
Sobre a empolgação do povo gaúcho com o hino rio-grandense e o desdém com o canto nacional, Nelcir Tessaro argumenta que isso é uma atitude normal. "Isso é da natureza do nosso Estado. O nosso cidadão tem no seu coração a emoção de ouvir o hino gaúcho, mas, para mim, não há desmerecimento em relação a outro canto", explica. A respeito da ideia de que o ato deva ocorrer apenas em jogos especiais, Tessaro afirma que todas as partidas são importantes. "O Grêmio toca o hino do nosso Estado durante o Campeonato Gaúcho. Dessa forma, não há banalização. Na minha opinião, banalizar é colocar um festival de 'chacretes' no fundo dos estádios", ponderou.
Com ou sem canto determinado por lei antes do apito inicial, o procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça (STJD), Paulo Schmidt, foi enfático: “Quer tocar o hino, toque antes. O jogo tem que começar no horário."