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Levir divulga nota após demissão e se diz “p... da cara” com Fluminense

Treinador não resistiu a derrota de 4 a 2 para o Cruzeiro

Levir Culpi divulgou nota após demissão do Fluminense
Levir Culpi divulgou nota após demissão do Fluminense Foto : Nelson Perez / Fluminense / Divulgação / CP
Demitido após a derrota de 4 a 2 para o Cruzeiro nesse domingo, o técnico Levir Culpi divulgou uma nota nesta segunda-feira onde não escondeu seu descontentamento com a situação. O treinador se disse “p… da cara” com a demissão e em tom de ironia ressaltou o fato de ter ficado nove meses no clube carioca, que, segundo ele, “é famoso por ser o que mais demite técnicos no mundo”.

“Estou 'p... da cara', mas preciso dizer algumas palavras. Quero agradecer a oportunidade de fazer parte da história do Fluminense. Trabalhar nove meses em um clube famoso por ser o que mais demite técnicos no mundo tem também seu mérito. Dos times que trabalhei, o Flu é um dos mais oscilantes no convívio entre vitória e derrota”, escreveu Levir, que destacou a conquista da Primeira Liga, no começo do ano e lembrou a dificuldade de disputar a maior parte do Brasileirão fora do Rio de Janeiro.

Levir ainda lembrou o fato de o Fluminense ter eleição presidencial, e que isso pode ter interferido na decisão do presidente Peter Siemsen. “Conquistamos a Primeira Liga no ano mais difícil da história do Flu. Devido à Olimpíada, nunca jogamos em casa. Só no dia 28 de outubro é que fizemos o primeiro jogo no Maracanã. Formamos um ambiente bom de trabalho, coisa também muito difícil de conseguir porque o Flu estava dividido entre Laranjeiras e CT da Barra. E o pior, terá eleições nesse mês. Sabe o que acontece num clube quando quatro candidatos disputam a presidência?”, questionou.

Com a derrota para o Cruzeiro, o Fluminense chegou ao sexto jogo sem vitória no Campeonato Brasileiro. Apesar disso, o clube carioca está a apenas três pontos do G6, tem 48 contra 51 do sexto colocado Atlético-PR.

Confira na íntegra a nota de Levir Culpi


“Estou 'puto da cara', mas preciso dizer algumas palavras. Quero agradecer a oportunidade de fazer parte da história do Fluminense. Trabalhar nove meses em um clube famoso por ser o que mais demite técnicos no mundo tem também seu mérito. Dos times que trabalhei, o Flu é um dos mais oscilantes no convívio entre vitória e derrota. Conquistamos a Primeira Liga no ano mais difícil da história do Flu. Devido à Olimpíada, nunca jogamos em casa. Só no dia 28 de outubro é que fizemos o primeiro jogo no Maracanã. Formamos um ambiente bom de trabalho, coisa também muito difícil de conseguir porque o Flu estava dividido entre Laranjeiras e CT da Barra. E o pior, terá eleições nesse mês. Sabe o que acontece num clube quando quatro candidatos disputam a presidência? Depois de tantos meses, ainda não sei o nome de todos os funcionários e companheiros de trabalho, mas agradeço a torcida do Flu e todos àqueles que torceram por nós. Não me arrependo de nada. Fui demitido pelos erros que cometi e não por influência de outros. Esses meses entre “céu” e “inferno” estarão inclusos no livro “De volta ao inferno”, quando falarei sobre o retorno ao futebol brasileiro depois de sete anos no Japão, com as passagens pelo Galo mineiro e agora o Flu. Assim como o livro anterior, “Um burro com sorte”, esse livro terá toda a arrecadação revertida para o hospital Pequeno Príncipe, especializado em atendimento de crianças e que merece o apoio de todos, mesmo dos que não gostam de mim. Valeu!”