Mesmo com a Portuguesa intimada a não entrar em campo, o delegado da CBF na partida informou que apenas o presidente da CBF, José Maria Marín, poderia ser comunicado da decisão judicial. Por conta disso, ele enfatizou que a orientação para a arbitragem seria de retomar o jogo e deu um período de 30 minutos para voltarem ao gramado. A equipe definiu por não retornar e o árbitro deu por encerrada a partida. "Acato ordens", definiu o técnico da Lusa, Argel.
Com o surgimento de uma decisão liminar da 3ª Vara Cível de São Paulo favorável à Portuguesa, em ação movida pelo torcedor Renato de Britto de Azevedo, a Lusa está temporariamente na Série A do Campeonato Brasileiro. A liminar colocava em risco a legalidade do jogo entre Portuguesa e Joinville, nesta sexta-feira, na estreia da Série B.
O presidente do clube, Ilídio Lico, decidiu descumprir a decisão judicial. O mandatário deu ordens para o time entrar em campo na noite desta sexta-feira, contra o Joinville, em Santa Catarina. Ao ver a liminar sendo descumprida, o vice-presidente jurídico da Lusa, Orlando Cordeiro, pediu demissão. O dirigente disse que não concordou com a decisão.
"Quando você está em uma demanda judicial e você tem uma liminar a seu favor, você tem de cumprir. Você está no meio de uma guerra, não dá para ser bonzinho", relatou o agora ex-vice-presidente jurídico lusitano.