A Justiça do Rio suspendeu a assembleia de apreciação das contas de 2015 da CBF, que seria realizada nesta segunda-feira. O pedido foi feito pela Federação Catarinense que conseguiu uma liminar alegando que não teve acesso aos comprovantes de receitas e despesas da entidade.
A assembleia geral teve início, mas um oficial de Justiça fez valer a liminar concedida pelo juiz Paulo Assed Estefan, e a votação não pôde ser feita. Participariam da apreciação das contas da CBF os presidentes das federações estaduais.
O encontro continua nesta terça-feira no Rio de Janeiro para discutir outros temas. A CBF tenta cassar a liminar para votar o balanço ou fazer um acordo com os catarinenses. A última saída é marcar uma nova assembleia, mas a data final para a prestação de contas de contas é dia 30 de abril.
"Querem que eu olhe as contas, mais de 300 caixas de documentos, em 24 horas. Alguém acha que é briga política porque não assumi presidência. Não é. Queremos fazer o certo", afirmou o dirigente catarinense Delfim Peixoto, que faz oposição à atual gestão.
A CBF, por sua vez, nega falta de transparência. "As contas estão abertas para todos os dirigentes aqui na CBF desde o mês passado. Fora isso, ainda deixamos os advogados do Delfim ver o material na sexta, mas eles se recusaram", disse Walter Feldman, secretário-geral da CBF. "Esperamos que isso se resolva logo, sem criar problemas jurídicos", disse.
O balanço financeiro é de responsabilidade de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, que presidiram a entidade em 2015. O primeiro está em prisão domiciliar nos Estados Unidos; o segundo foi denunciado por corrupção pelo FBI.
Delfim Peixoto é presidente da Federação Catarinense e o vice-presidente mais velho da CBF. De acordo com o estatuto, ele seria o próximo na linha sucessória da entidade, mas Del Nero se licenciou e nomeou Marcus Vicente, ex-presidente da Federação Capixaba. Após um mês, Del Nero assumiu a presidência temporariamente apenas para nomear o coronel Antônio Carlos Nunes, atual mandatário.
Liminar suspende assembleia que votaria as contas da CBF
Federação Catarinense alegou que não teve acesso a comprovantes da entidade