Gerrard não pode ser apontado como vilão, por tudo o que já dedicou ao Liverpool. Com a vantagem conseguida nos acréscimos do primeiro tempo, o Chelsea ficou dono do jogo. Afinal, a pressão estava toda sobre o Liverpool. Prova desta tensão foi o silêncio que se estabeleceu no estádio.
Mourinho passou a jogar como gosta. Chamou o adversário, porém o bloqueando na entrada da área. O Liverpool não encontrava espaços para construir jogadas. Chances, só em chutes de fora da área. Como o de Allen, que obrigou Schwarzer a fazer grande defesa. Suárez não viu a cor da bola, a defesa não deixou a bola chegar nos pés do jogador do Liverpool.
O espaço dado pelo Chelsea permitia ao Liverpool pressionar no abafa. Suárez teve a sua melhor chance nos acréscimos, mas o arremate foi defendido por Schwarzer. Só que a estratégia de Mourinho transforma os Blues em um time traiçoeiro. O contra-ataque sonhado é encontrado, Fernando Torres avançou por um campo vazio, não havia oponentes, o espanhol só rolou para Willian tranquilamente aumentar a tristeza em Anfield.
O Liverpool não furou a retranca. O campeonato está aberto, os Reds tem 80 pontos, contra 78 do Chelsea e 74 do City (que ainda joga neste domingo, contra o Crystal Palace). Ainda faltam dois jogos para Liverpool e Chelsea, e três para o Manchester City. O drama ainda terá capítulos pela frente.
Esta partida foi um momento que certamente entrará para a história. Se o Liverpool ganhar o título, será lembrada como uma anedota contada pelos torcedores por anos. Caso contrário, vai ser o lance que exemplificará uma espécie de maldição, azar que só o torcedor verdadeiro do futebol entende e acredita.