Esportes

Luigi tira peso do clássico e Odone fala em superação no Gre-Nal

Presidentes de Inter e Grêmio elogiaram resolução do número de ingressos

Paulo Odone e Giovanni Luigi analisaram o Gre-Nal
Paulo Odone e Giovanni Luigi analisaram o Gre-Nal Foto : Montagem sobre fotos de Vinicius Roratto / CP Memória
A dois dias do Gre-Nal do Brasileirão, os duas equipes já respiram o maior clássico do Rio Grande do Sul. O jogo, marcado para este domingo, às 16h, no Beira-Rio, pode consolidar a campanha gremista no Brasileirão ou marcar a arrancada do Colorado. Mas para o presidente vermelho, Giovanni Luigi, tratou de tirar a pressão de uma partida decisiva para a equipe no Brasileirão. "Não encaro esse Gre-Nal como decisivo, embora saiba que é importante estar próximo dos líderes", disse à Rádio Guaíba nesta sexta. Já o dirigente tricolor, Paulo Odone, lembrou a difícil jornada contra o Coritiba na Sul-Americana para fazer um pedido. "Tivemos uma parada dura nessa quarta-feira e não foi pouca coisa. Mas na hora do Gre-Nal, a gente precisa se superar", afirmou. 

Luigi confessou que passou a semana preocupado com o clássico. "Após o final do jogo contra a Portuguesa, eu fiquei mais agitado e angustiado. Acho que isso faz parte do instinto de quem está envolvido com o Gre-Nal. Eu sabia que isso iria acontecer comigo. Hoje, às 8h e eu já conversava com o Luciano Davi (vice-presidente de futebol)", explicou.

Odone descartou qualquer favoritismo do Grêmio e também não acredita que o Inter tenha essa condição porque joga em casa. "Não preciso invocar uma frase clássica para dizer que Gre-Nal é Gre-Nal. Os times estão muito parelhos. O Grêmio está entrosado, mas é uma equipe em formação e o Luxemburgo tem trabalhado nisso. Quem errar menos deve ficar com a vitória", frisou. 

Ingressos

Nesta sexta-feira, a torcida gremista esgotou em duas horas os mil ingressos disponibilizados para o Gre-Nal. Antes dessa corrida pelos bilhetes, o assunto causou polêmica depois que a Brigada Militar determinou 750 lugares para os tricolores. Luigi e Odone acreditam que a nova decisão foi razoável e não deve afetar o clássico previsto para dezembro.

"Hoje nós vivemos uma situação única por causa das obras de reforma. Infelizmente, não podemos dar os 10%. Dessa forma, nós entendemos que não tínhamos margem para pedir o mesmo no estádio Olímpico", explicou Luigi.

Odone destacou que não aceitaria torcida única nos dois clássicos do Brasileirão. "Acabou sendo uma boa solução para ambos. No início eu reclamei, mas em seguida entramos em contato e resolvemos tudo. O Inter tem dificuldades com os seus torcedores pelas obras. Foi uma boa decisão porque queríamos criar um clima positivo fora de campo", argumentou. 


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