Diversos conselheiros, associados e torcedores comuns vinham pedindo a saída do mandatário, que se mostrava irredutível.
Em reunião no último sábado, influentes empresários e conselheiros do Peixe pediram que Luis Alvaro deixasse o comando do clube. A pressão aumentou com o pedido de lideranças da organizada Torcida Jovem, que cobraram sua saída em manifesto e também em reunião. A cartada final e decisiva foi dada pela família do presidente, que preocupada com a saúde dele, convenceu o cartola a se afastar do Alvinegro.
Luis Alvaro assumiu o Santos em 2010 e faturou seis títulos desde então. Em sua gestão - ele foi reeleito em 2011 com mais de 80% dos votos - o Peixe aumentou consideravelmente o número de sócios (hoje tem pouco mais de 50 mil adimplentes), diminuiu a dívida e promoveu mudanças no estatuto, como o limite de reeleições e a instauração do Comitê de Gestão. Por outro lado, amargou a perda do Mundial de Clubes de 2011, a eliminação da semifinal da Libertadores de 2012 e a recente goleada por 8 a 0 para o Barcelona.
Desde o ano passado, o cartola tem enfrentado diversos problemas de saúde, tendo sido internado algumas vezes desde então. Neste período, o vice Odílio Rodrigues assumiu o dia a dia do clube e passou a tormar as principais decisões.
O Comitê de Gestão alvinegro, órgão que comanda o Santos, tem diversos desfalques. Estatutariamente, nove pessoas devem compor o colegiado, que conta com apenas quatro no momento: Augusto Videira, José Berenguer, Luis Fernando Fleury e Odilio Rodrigues.