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México domina Uruguai e mostra força na estreia da Copa América

Técnico Juan Carlos Osorio manteve 100% de aproveitamento na seleção mexicana

México bateu o Uruguai por 3 a 1 na estreia na Copa América
México bateu o Uruguai por 3 a 1 na estreia na Copa América Foto : Jennifer Stewart /AFP / CP
A seleção mexicana impressionou na sua estreia pela Copa América do Centenário ao derrotar o Uruguai por 3 a 1 no duelo entre favoritos da grupo C neste domingo, em Glendale, na Árizona. 'El Tri' abriu o placar logo aos quatro minutos de jogo, com um gol contra do lateral Alvaro Pereira (ex-São Paulo) e o capitão uruguaio Diego Godín deixou tudo igual de cabeça aos 29 da etapa final. Quando aprecia que o jogo ficaria em empate, Rafa Márques e Hector Herrera marcaram e garantiram o triunfo mexicano.

A “Celeste”, que jogou sem o atacante Luis Suárez, lesionado, teve seus melhores momentos quando estava com um a menos. No resto do tempo, prevaleceu o jogo ofensivo mexicano, com muita movimentação e toque de bola envolvente. As duas seleções terminaram o jogo a dez contra dez, com as expulsões do uruguaio Matías Vecino, aos 44 do primeiro tempo, e de Andrés Guardado, aos 25 da segunda etapa.

Com a vitória, o México assumiu a liderança do grupo, com os mesmos três pontos da Venezuela, que mais cedo derrotou a Jamaica por 1 a 0, em Chicago. Com 100% de aproveitamento desde que deixou o São Paulo para assumir o comando da seleção mexicana, em outubro de 2015 técnico colombiano Juan Carlos Osorio já soma oito vitórias seguidas no cargo.

Pressão mexicana

No lugar de Suárez, que só deve poder jogar na terceira rodada, no dia 13 de junho, contra a Jamaica, o técnico Oscar Tabárez escalou Diego Rolán, do Bordeaux, para formar a dupla com Edinson Cavani, do Paris Saint-Germain, com Nicolás Lodeiro responsável pela criação.

Já o México jogou no tradicional esquema em 4-3-3 de Osorio com Chicharito Hernández, do Bayer Leverkusen (ex-Manchester United e Real Madrid) comandando o ataque. No meio de campo, Rafa Márquez, que foi zagueiro do Barcelona durante sete anos, foi escalado para jogar na frente da defesa. Por momentos, Márquez recuava para o centro da da defesa e os avanços dos laterais deixava o time no 3-4-3.

No ano passado, o México levou para o Chile um time B, priorizando a Copa Ouro da Concacaf, e foi eliminado logo na primeira fase. Com sua força máxima, “El Tri” mostrou logo de cara que é capaz de causar estrago.

Empurrado por uma numerosa e barulhenta torcida que coloriu de verde as arquibancadas do estádio da Universidade de Phoenix, a seleção mexicana precisou de apenas três minutos para abrir o marcador. Guardado recebeu na esquerda e cruzou para a área na direção de Hector Herrera, mas quem cabeceou para as redes foi Álvaro Pereira, que se deu mal ao tentar tirar a bola.

Os uruguaios esboçaram uma reação aos 21, quando Carlos Sánchez avançou pela direita e tentou cruzar rasteiro para Cavani, mas Rafa Márquez apareceu para fazer o corte providencial antes da bola chegar ao atacante do PSG. Cavani teve sua chance aos 29, mas o duelo cara a cara com o goleiro Talavera.

Fora esses lampejos, a Celeste não conseguia conter a pressão mexicana e precisou apelar para a violência. O castigo veio aos 44, com a expulsão de Vecino, por conta de uma entrada dura em Corona.

De capitão para capitão


Apesar da inferioridade numérica, o Uruguai voltou melhor para o segundo tempo e teve ótima chance de empatar aos 10. O zagueiro Godín roubou uma bola no próprio campo de defesa, e ao invés de dar um chutão para frente, resolveu puxar ele mesmo o contra-ataque.

O capitão deu uma grande arrancada, deixando vários marcadores para trás, e tocou para Cavani, que deixou Rolán na cara do gol, mas o atacante do Bordeaux chutou para fora.

O Uruguai já vinha crescendo no jogo, mas ficou numa situação ainda mais favorável aos 25, quando o México também ficou com um a menos, com a expulsão de Guardado, por uma entrada por trás em Sánchez.

O gol de empate saiu logo na sequência. Na cobrança de falta, Godín subiu mais alto que todo mundo e testou com estilo no ângulo de Talavera.

Nesse jogo cheio de paradoxos, os mexicanos só se reencontraram no jogo quando acabou a superioridade numérica. Aos 40, Rafa Márquez pegou a sobra de uma cobrança de escanteio de Lozano na direita da área e acertou um lindo chute no ângulo, levando ao delírio uma torcida mexicana que estava ficando preocupada com o rumo que tomava a partida.

Nos acréscimos, coube a Herrera acabou de vez com o suspense ao cabecear sozinho para as redes após receber ótimo cruzamento de Raul Jiménez, que acabava de entrar, no lugar de “Chicharito”.

Hino chileno toca no lugar do uruguaio antes da partida


A cerimônia de início da partida foi marcada por uma gafe da organização da Copa América. O hino chileno tocou no lugar do uruguaio, sob o olhar incrédulo dos jogadores e as vaias dos poucos torcedores uruguaios que foram ao moderníssimo estádio do Arizona Cardinals, time de futebol americano da NFL.

"Pedimos sinceras desculpas à Federação Uruguaia, à seleção uruguaia, ao povo uruguaio e todos os torcedores por esse erro. Tomaremos medidas necessárias para que não aconteça novamente", reagiu a organização do torneio em um comunicado.