Ninguém conseguiu deixar a Goethe em silêncio. O Atlético-MG até tentou, rondou a área gremista, mas o exército tricolor estava atento e fechou o gol com Marcelo Grohe no primeiro tempo.
Churrasco tricolor para comemorar o pentacampeonato em plena Goethe pic.twitter.com/1yNyRMlJeB — GrêmioCP (@GremioCP) 8 de dezembro de 2016
Tinha o reforço daquele churrasco gaúcho brotando em cada canto do Parcão. As fumaças das churrasqueiras improvisadas se misturaram aos fogos de artifício no intervalo. O 0 a 0 era do Grêmio e a torcida imortal cantou como se fosse um golaço de Luan, com o título cada vez mais perto.
O segundo tempo foi muito nervoso para a maior Goethe. Faltaram unhas, mandingas e amuletos. Mas o grito de festa ficava mais forte a cada minuto, como se para afastar a incerteza. No futebol pode acontecer tudo.
Mas aí veio o mais esperado. A bola pipocou na área do Galo, não quis entrar num primeiro momento, mas Bolaños pegou o rebote e fulminou as redes. Gooooool do Grêmio! O maior grito de gol fez tremer o Moinhos de Vento, chegou a balançar a passarela sobre a avenida e se misturou a abraços, lágrimas, beijos, urros. Foi um imenso desabafo para a torcida sedenta de títulos há 15 anos.
O Atlético até respondeu, fez um golaço. A maior Goethe perdeu o foco em meio de tanta festa e eles surrupiaram um golzinho. Mas Marcelo Grohe ficou sozinho apenas naquele momento. Quando o juiz apitou o berro não parou mais. Gritaram Grohe, gritaram Geromel, gritaram Kannemann, Edilson, Marcelo Oliveira, Maicon, Walace, Douglas, Luan, Everton, Pedro Rocha... Cada campeão no gramado já entrou para a história. E a maior Goethe também.