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Manaudou vence os 50 metros livres no mundial de natação, na Rússia

Brasileiro Bruno Fratus ficou com a medalha de bronze

Bruno Fratus ficou com a medalha de bronze
Bruno Fratus ficou com a medalha de bronze Foto : Christophe Simon / AFP / CP
Mesmo com Cesar Cielo machucado, o Brasil foi ao pódio dos 50 metros livre em Campeonatos Mundiais pela quarta vez seguida. Bruno Fratus tinha tudo para ganhar a prata, mas errou a chegada e acabou com o bronze em Kazan (Rússia), neste sábado. De qualquer forma, o carioca de 26 anos conquistou a sua primeira medalha em grandes eventos.

Campeão olímpico, o francês Florent Manaudou sobrou. Teve melhor tempo de reação, foi o melhor na parte submersa e ampliou a vantagem no nado. Venceu com 21s19 e se tornou o primeiro a baixar de 21s3 desde a proibição dos chamados super-maiôs, autorizados até o fim da temporada de 2009.

A briga, assim, ficou pelas medalhas de prata e bronze. Fratus sabia que disputaria posição com o norte-americano Nathan Adrian e com o russo Vladimir Morozov. E foi isso que aconteceu. O brasileiro chegou à última braçada à frente dos rivais, mas alongou demais a chegada e acabou ultrapassado.

Fratus marcou 21s55, contra 21s52 de Adrian (que havia feito 21s41 na semifinal). Morozov chegou apenas 0s01 atrás do brasileiro, com 21s56. A prova, vale destacar, contou com todos os melhores do mundo, com exceção apenas de Cielo, que desde 2012 consegue nadar na casa de 21s3 todos os anos.

O bronze faz de Fratus o quarto nadador brasileiro desta geração a subir ao pódio em grandes eventos (Mundial e Olimpíada) em provas olímpicas, unindo-se a Cesar Cielo (sete medalhas), Thiago Pereira (quatro) e Felipe Lima (bronze nos 100 metros peito em 2013).

Agora atleta de Auburn (onde Cesar Cielo fez universidade), Fratus vinha seguidamente batendo na trave. Foi o mais rápido da semifinal do Mundial de 2011, mas ficou em quinto na final. Nos Jogos Olímpicos de Londres, perdeu o bronze para Cielo por 0s02. Agora, entretanto, ganha moral para brigar por medalha em casa no Rio-2016.

Mesmo com seu maior nadador de todos os tempos em má fase e machucado, o Brasil já ganhou quatro medalhas em Kazan. Havia sido prata com Thiago Pereira (200 metros medley), Etiene Medeiros (50 metros costas) e Nicholas Oliveira (50 metros borboleta). Estas últimas duas provas, entretanto, não fazem parte do programa olímpico.

Bruno Fratus é um nadador que nunca está satisfeito com o feito que obtém. Nem bem saiu da água para comemorar a conquista da medalha de bronze, o brasileiro já declarava que quer mais e que almeja coisas maiores na Olimpíada de 2016, no Rio.

"Estou feliz, claro, é meu melhor resultado até agora, mas quem me conhece sabe que eu sou chato e quero sempre mais. Sei que poderia ter nadado mais rápido. Se consigo o bronze vou trabalhar pro que falta para a prata e para o ouro. O tempo de reação (saída do bloco) e o final da prova são duas coisas que vamos dar mais atenção agora. Estou doido pra voltar pra casa é já começar a treinar para as Olimpíadas", disse o nadador, já com a cabeça no ano que vem.

O brasileiro está sempre crescendo em termos de resultado na carreira. Em 2011, no Mundial de Xangai, na China, ficou com a quinta colocação nos 50 metros livre (21s96). No ano seguinte, na Olimpíada de Londres, a quarta posição (21s59). Após não competir no Mundial de Barcelona, na Espanha, em 2013, por causa de uma operação no ombro, mostrou força com o bronze deste sábado com o tempo de 21s55.

"Um bronze num Campeonato Mundial é um resultado excelente. O que todo mundo vê como bronze eu vejo como poucos centésimos pra pegar a prata e eu vejo o que eu tenho fazer pra chegar ao ouro. A gente vive de resultado e se eu ficar satisfeito com o que tenho, vem alguém querendo o meu bronze atrás de mim. Tenho sempre que estar querendo evoluir. É o que me dá prazer. Sentar, definir um plano, traçar metas, treinar, sentir dor e, enfim, todo aquele processo que vocês conhecem", finalizou Bruno Fratus.