“Acho que está na hora do povo brasileiro ir à luta. Existe uma falta de preocupação dos nossos governantes com a opinião pública”, disse um dos participantes do protesto, o administrador Caíque Martins.
Em nome da Polícia Militar do Distrito Federal, o tenente-coronel Alves foi de encontro aos manifestantes e pediu que o protesto fosse pacífico, que os policiais estavam lá para garantir a liberdade de todos em exercer o direito de questionar, desde que não atrapalhasse os demais cidadãos. Em contrapartida, os manifestantes pediram que a PM os escoltasse e bloqueasse uma das faixas do Eixo Monumental, para que eles pudessem caminhar até o estádio. A solicitação foi atendida.
“A manifestação, na teoria, é sempre para ser pacífica. Nós não restamos aqui para quebrar nada e, sim, para exigir nossos direitos. Apenas uma meia-dúzia, às vezes, aparece para cometer atos de vandalismo”, disse o estudante do movimento Juventude Consciente Bruno Lobo, de 16 anos.
Confusão
No entanto, o clima ficou tenso próximo a torre da TV, nas cercanias do estádio. Manifestantes driblaram as barreiras colocadas pela polícia e tentam chegar ao estádio Mané Garrincha. A polícia tentou impedir o acesso aos manifestantes ao estádio com uso de bombas de efeito moral e balas de borracha.