O estudante Daniel Batista, um dos organizadores da manifestação, considerou arbitrária a ação policial, pois o protesto transcorria de maneira pacífica. "Desde o princípio fizemos tudo certo. Entregamos ofício ao 4º Batalhão da PM. O tempo todo negociamos, mas não houve diálogo. Cercaram os manifestantes. Fomos encurralados, quando a polícia deveria nos proteger", afirmou Batista. Após o ataque, os manifestantes correram para direções diferentes. Eles ainda não se reagruparam.
Depois desse confronto, bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo foram atiradas contra as cerca de 500 pessoas que sentaram-se no asfalto, no acesso à vizinha Quinta da Boa Vista. No momento do ataque, os manifestantes cantavam o "Hino Nacional". A PM alegou que precisava desocupar a via pública, parcialmente interditada pelos manifestantes. Mais uma vez, o protesto se dispersou.
Situada ao lado do local onde ocorreu o segundo tumulto, a estação São Cristóvão do Metrô foi fechada. Diversas pessoas queixaram-se de ter sido atingidas por jatos de spray de pimenta. Afastados do tumulto por um cordão de policiais militares, os jornalistas conseguiram ver, à distância, muita correria e tumulto.
Cartazes traziam inscrições contra os gastos públicos com o evento e conclamavam a população a se manifestar. "Copa para quem?", "Quando o povo parar de se conformar, o Brasil vai mudar" e "Desliga a TV e pensa" são alguns dos dizeres, parte deles em inglês.