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Manifestantes são atingidos por bombas de gás lacrimogêneo no Rio

Cerca de mil pessoas protestavam nas proximidades do Maracanã

PMs jogam bombas de gás lacrimogênio no Rio
PMs jogam bombas de gás lacrimogênio no Rio Foto : Jadson Marques / Folhapress / CP
As tropas da Polícia Militar (PM) acabaram de atirar pelo menos quatro bombas de gás lacrimogêneo contra as cerca de mil pessoas que tentavam, em manifestação contra o uso de dinheiro público para a construção de estádios, aproximar-se do Maracanã. Asmática, uma manifestante caiu ao chão e teve que ser socorrida por colegas, já que tinha dificuldades de respirar em meio à fumaça. Não há ainda informações sobre outras vítimas. Também não se sabe se há presos pelos cerca de 20 PMs da Tropa de Choque e 16 profissionais da Força de Segurança Nacional, encarregados de reprimir o protesto. O Maracanã é palco do jogo entre México x Itália, pela Copa das Condeferações.

O estudante Daniel Batista, um dos organizadores da manifestação, considerou arbitrária a ação policial, pois o protesto transcorria de maneira pacífica. "Desde o princípio fizemos tudo certo. Entregamos ofício ao 4º Batalhão da PM. O tempo todo negociamos, mas não houve diálogo. Cercaram os manifestantes. Fomos encurralados, quando a polícia deveria nos proteger", afirmou Batista. Após o ataque, os manifestantes correram para direções diferentes. Eles ainda não se reagruparam.

Depois desse confronto,  bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo foram atiradas contra as cerca de 500 pessoas que sentaram-se no asfalto, no acesso à vizinha Quinta da Boa Vista. No momento do ataque, os manifestantes cantavam o "Hino Nacional". A PM alegou que precisava desocupar a via pública, parcialmente interditada pelos manifestantes. Mais uma vez, o protesto se dispersou.

Situada ao lado do local onde ocorreu o segundo tumulto, a estação São Cristóvão do Metrô foi fechada. Diversas pessoas queixaram-se de ter sido atingidas por jatos de spray de pimenta. Afastados do tumulto por um cordão de policiais militares, os jornalistas conseguiram ver, à distância, muita correria e tumulto.

Cartazes traziam inscrições contra os gastos públicos com o evento e conclamavam a população a se manifestar. "Copa para quem?", "Quando o povo parar de se conformar, o Brasil vai mudar" e "Desliga a TV e pensa" são alguns dos dizeres, parte deles em inglês.


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