"Isso prova que, no futebol, quando se sabe fazer lobby, você colhe os frutos. Nunca gostei de bajuladores, não gosto nem um pouco da posição de Leonardo", criticou o argentino. "Até agora, era raro ver esse tipo de atitude no futebol, não se fazia. Sair do Milan para o Inter é traição, é como passar do Boca ao River", explicou Maradona, referindo-se ao episódio no qual Leonardo, ex-jogador, dirigente e técnico do Milan, saiu do clube rossonero em 2010 para treinar o arquirrival.
"Os traidores sempre estão na área, assinam seus contratos com pessoas que têm muito dinheiro, como aqueles que compraram o PSG (o fundo de investimentos QSI, do Qatar)", completou Maradona, que também não resistiu à tentação dos "petrodólares", já que foi contratado como treinador do Al-Wasl, dos Emirados Árabes, em maio, e admitiu recentemente que gostaria de assumir a seleção do país.
Leonardo foi nomeado diretor esportivo do Paris Saint-Germain no último dia 13 de julho, logo após a compra do clube pelo QSI. Entrevistado pela imprensa francesa após a vitória do seu clube por 2 a 1 sobre o Locminé, da quinta divisão francesa, pela Copa da França, o brasileiro rebateu as críticas do argentino com uma resposta cheia de ironia. "Ele está certo, eu mesmo não me entendo. É assim mesmo, ele é o terceiro melhor jogador de todos os tempos, porque já está atrás de Messi", declarou Leonardo.