"Estou desesperado para voltar à seleção. Daria um braço por isto (...) daria minha vida para continuar como técnico... Acredito que ainda tenho alguma chance", destacou Maradona, que agora está disposto a conversar sobre os integrantes de seu corpo técnico com o presidente da Associação do Futebol Argentino, Julio Grondona.
Segundo o ex-craque argentino, após a derrota para a Alemanha (4 a 0) nas quartas de final da Copa do Mundo Grondona prometeu que ele ficaria na seleção até a Copa América de 2011. Grondona "disse que tínhamos feito um Mundial muito bom e que havia uma Copa América pela frente. Naquele momento me prometeu que ficaria".
Maradona, que se encontrou na semana passada com o ex-presidente Néstor Kirchner na residência oficial de Olivos, revelou que o casal presidencial apoia sua volta à seleção. "Tivemos uma conversa normal. Ele (Néstor Kirchner) me cumprimentou pelo Mundial e disse que ficou aborrecido com a decisão de não renovarem (o contrato). Disse que eu tinha todo seu apoio".
"Ele e Cristina (Kirchner, presidente da Argentina) querem que eu volte à seleção, mas não fui lá para pedir nada", acrescentou.
“El pibe” ainda disparou sua lábia ferina contra Grondona, presidente da AFA desde 1979, afirmando que ele é o "patrão" do futebol argentino: "Na seleção não há um projeto. Quem decide é o patrão."