Em relação a Marcelo Oliveira, tratava-se de aposta de risco. Apesar do sucesso no Coritiba, Oliveira vinha de trabalho pífio no Vasco. Visto com reservas pela torcida, anunciou que daria espaço aos atletas da base e formaria um time de ponta.
O elenco de 2013 foi viabilizado pelo dinheiro de Montillo, R$ 30 milhões. Na mesma semana na qual negociou o argentino, a diretoria contratou Éverton Ribeiro, para assumir a função do gringo. Depois vieram Dagoberto, Ricardo Goulart, revelação do Goiás, e o ex-santista Bruno Rodrigo.
Os três se somaram a um grupo que já contava com Nilton (ex-Vasco), Diego Souza (sem clube) e Egídio (ex-Goiás), que acertaram em dezembro. Os sete começaram a temporada como titulares. Marcelo Oliveira cumpriu a promessa ao escalar os garotos Élber e Vinícius Araújo.
Começo irregular
De janeiro a maio venceu 16, empatou uma e só perdeu na ida da final mineira para o Atlético-MG. Só que o insucesso fez o time ficar com o vice estadual. Por isso, a diretoria tratou de gastar na contratação do zagueiro Dedé (R$ 15 milhões) para ajustar um ponto fraco na defesa e entrar na Série A como um dos favoritos. Mas o time começou irregular: oito pontos em cinco jogos antes da parada para a Copa das Confederações.
Marcelo aproveitou as três semanas sem jogos no Brasileiro e os dois amistosos nos Estados Unidos para analisar qual o elo que faltava. O elo veio com a venda de Diego Souza. O Mettalist (UCR) procurou o Cruzeiro com a seguinte proposta: R$ 10 milhões mais o empréstimo de um ano do meia Willian.
Sem Diego Souza, Marcelo Oliveira passou a jogar num 4-2-3-1, com Nilton e Lucas Silva (outra prata da casa) como volantes, três meias ofensivos e um atacante enfiado. Uma semana de- pois, na oitava rodada, no Morumbi, o Cruzeiro fez 3 a 0 no São Paulo, gols do garoto Luan.
Com o dinheiro de Diego Souza, o Cruzeiro fechou com Julio Baptista. Ao mesmo tempo, Willian encaixava no time. Veio sequência recorde de vitórias, os lesionados voltaram e, como o time estava tinindo, Dagoberto e Baptista viraram opção no banco. Após a vitória sobre o vice-líder Botafogo por 3 a 0, o Cruzeiro abriu sete pontos de vantagem e ninguém tinha dúvidas: o título era questão de tempo.