"É óbvio que, como torcedor, queria me despedir em um momento melhor. Negociamos a partida de despedida no começo do ano, em fevereiro. Não sabíamos que o Palmeiras seria campeão da Copa do Brasil e muito menos que iria ser rebaixado. Tenho que cumprir contrato. Mas não vejo motivo para desespero. O Palmeiras vai dar a volta por cima, eu acredito nisso", afirmou Marcos, em entrevista ao site oficial do Palmeiras, publicada nesta sexta-feira.
Marcos diz apostar na recuperação do Palmeiras no próximo ano com a experiência de quem já foi rebaixado com o time uma vez, em 2002. Na época, ele acabou não atuando na partida que selou a queda, diante do Vitória, em Salvador, e admite que se arrepende até hoje por não ter participado daquele duelo. "Na época, falavam que eu estava vendido, o que não era verdade. Em 2002, resolvi ficar para subir (em 2003) e não me arrependo de maneira alguma. Talvez a maior moral que eu tenha com o torcedor seja por causa disso", enfatizou.
E o ex-goleiro, que se aposentou no início deste ano, lembrou que se sentia na obrigação de disputar a Série B em 2003, quando poderia ter optado por um outro rumo em sua carreira, então já consagrada após a conquista da Copa do Mundo de 2002 como titular do gol da Seleção Brasileira.