Na tarde de hoje, o presidente da torcida organizada, Roberto Augusto Pereira, o Bocão; o vice-presidente Willian Palumbo, conhecido como Ferrugem; Marcos Vinicius Oliveira de Melo, o Vinicin; Josimar José de Souza e Diego Felipe Jesus, o Feijão, apresentaram-se ao juiz Glauco Eduardo Soares Fernandes, da 2.ª Vara Criminal em Belo Horizonte e foram encaminhados para o Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) da Polícia Civil.
Otávio Fernandes foi espancado até a morte em 27 de novembro, durante um confronto entre torcedores do Atlético e do Cruzeiro, ao fim do evento Brasil MMA Fight, torneio de vale-tudo que tinha, inclusive, a participação de um integrante da Galoucura. Imagens gravadas pelo circuito de segurança de um shopping ao lado do local onde ocorreu o evento mostram dez pessoas agredindo a vítima com golpes de barras de ferro, placas de trânsito e chutes, principalmente na cabeça, com Fernandes já caído e imóvel na rua.
Segundo o delegado Breno Bardini, responsável pelo inquérito, todos os suspeitos que tiveram as prisões temporárias decretadas têm "envolvimento direto nas agressões ou impediram o socorro" à vítima. O delegado afirmou também que as filmagens são "provas objetivas".
Já o advogado Dino Miraglia Filho, contratado pela Galoucura para acompanhar o caso, disse que nenhuma das pessoas presas aparece nas imagens ou na perícia feita no material. Ele ressaltou que somente nesta segunda, com a ajuda do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), teve acesso ao inquérito e ainda vai estudar o motivo das prisões para poder tentar, junto ao Judiciário, por os clientes em liberdade. "Foram prisões absurdas e descabidas. Essas pessoas não aparecem em nada daquilo", declarou.