O torcedor foi denunciado pelo MP por tentativa de homicídio, após quatro colorados terem sido esfaqueados no jogo de despedida do ex-atacante Fabiano Souza, no início do mês passado, no Beira-Rio.
Em dezembro, o diretor de torcida do Inter, Luis Fernando Martins, havia anunciado a intenção do clube de aguardar as investigações policiais para adotar evenuais punições individuais. "Não vamos tomar medidas enquanto o caso estiver sob júdice", afirmou Luigi, que recebeu um parecer de advogados do clube sobre o ex-líder de torcida neste mês.
A reportagem localizou o torcedor por telefone, nesta noite, mas ele não quis dar entrevista e não revelou sua localização. Afirmou, porém, que espera uma notificação para se apresentar à Justiça e disse aguardar novas orientações dos advogados de defesa. A 20ª Delegacia de Polícia da Capital ainda não confirmou em qual circunstância o mandado de prisão vai ser cumprido.
A 2ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre aceitou a denúncia contra o ex-líder da Guarda Popular e o transformou em réu. Na última sexta-feira, o Ministério Público denunciou, além dele, outros dois torcedores, que foram impedidos de comparecer a qualquer evento relacionado ao Inter. O prazo para o fim da medida, que não se estende ao torcedor que deve ficar preso, não foi divulgado.
Os torcedores feridos foram vítimas de um suposto ataque com facas de integrantes da Guarda Popular, dissidentes da torcida Popular do Inter. Segundo a Brigada Militar (BM), pelo menos três jovens foram esfaqueados. O outro ferido é um homem de 40 anos que foi agredido a socos e pontapés por estar filmando a briga. Mais torcedores supostamente envolvidos na briga entre as duas torcidas podem responder por lesão corporal. Os casos serão encaminhados ao Juizado Especial por se tratar de crime de menor potencial ofensivo.