Messi critica desigualdade social em rara entrevista sobre temas políticos
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Messi critica desigualdade social em rara entrevista sobre temas políticos

Camisa 10 da seleção argentino defendeu investimentos na educação

AFP

Messi exaltou cozinheiros e auxiliares dos refeitórios populares, em entrevista de cunho social

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O atacante argentino Lionel Messi criticou as desigualdades sociais que prevalecem no mundo nesta quinta-feira, numa rara entrevista em que abordou temas políticos à revista La Garganta Poderosa. “A desigualdade é um dos grandes problemas de nossa sociedade e devemos lutar para corrigi-la o mais rápido possível”, disse o capitão da seleção argentina.

Messi, de 33 anos, afirmou: “É fundamental, para quem mais precisa, preservar todos os serviços essenciais em situações como esta pandemia. Água, luz e até alimentos básicos”. A pandemia do novo coronavírus agravou o índice de pobreza na Argentina, que atingiu 40,9% da população urbana no primeiro semestre de 2020.

A estrela do Barcelona participou da edição número 100 da revista produzida por moradores de assentamentos informais. A entrevista foi publicada após duas vitórias da seleção argentina, contra o Equador e a Bolívia, no início das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. Na primeira página há uma foto do jogador do Barça como se estivesse gritando, pose típica dos convidados da publicação. 

Em mensagem aos cozinheiros e auxiliares dos refeitórios populares, ele disse: “Me dá um orgulho imenso ver como eles se envolvem, mesmo em tempos tão complicados como os que estamos vivendo”. “Todos os brindes deste ano devem ser para todas as pessoas envolvidas nesta forma de auxílio”, destacou.

Relembrando sua origem em uma área de classe trabalhadora e de classe média na cidade de Rosário, 300 quilômetros de Buenos Aires, ele recordou: “Naquela época eu não conseguia nem imaginar a que distância esses passos iniciais me levariam no bairro”. O jogador expôs seu ponto de vista sobre como melhorar as sociedades, apontando que “a educação é a base de tudo”. 

Em 2011 concedeu à La Garganta Poderosa a sua primeira entrevista na qual revelou: “Me emociono ao ver camisas e bandeiras do Che Guevara, Diego (Maradona), da Argentina em qualquer parte do mundo. É uma sensação linda. Sempre que eu vejo o azul e o branco, me aproximo para perguntar”.

 


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